Ah, Laerte. É um jeito quase sutil de mostrar o que é doloroso.

Deus olhou e disse: ”vai, filho, ser um dos homens mais honestos que esse mundo já viu”. E ele foi, ainda com a promessa de ser um moreno bonito e corpulento.

No plano terreno, era o filho caçula de uma família de classe média baixa do Rio de Janeiro. As fotos mostram como era paparicado exaustivamente pelas irmãs e tias, que se preocupariam com ele durante toda a vida. Cresceu um menino tímido, de grande coração, um pouco inseguro, e de gênio forte - assim como grande parte dos pequenos mimados. Sua personalidade e aparência poderiam tornar-lhe um músico do jazz ou do samba em outra família, mas a necessidade do sustento, a retidão e o Brasil dos anos 40 permitiu que se tornasse um operário numa fábrica de refinamento de açúcar. Ganhava seu salário, ajudava em casa e permitia-se fumar e beber algumas vezes, com a turma de amigos.  Havia algumas mocinhas aqui e ali, quando suas paixões platônicas eram alimentadas de realidade, e estas que tinham de lidar com a reprovação frequente das mulheres que haviam lhe criado. Mas nada de tão sério, ele diria.

Era uma grande pessoa. E quando conheceu a moça do interior que trabalhava em casa de família, não conseguiu mais parar de pensar nela. Sabia que Cenira era uma solteira já quase balzaquiana, coisa preocupante pra época, mas era tão viva, tão sorridente e tão bela. Conheceu-a em uma festa na Baixada, acompanhada de amigos e amigas, usando um casaco de pele que o fez pensar que se tratava de uma moça de classe mais alta. Enquanto percebia seu interesse, ela achava graça de tudo, do moço com aquele jeito retraído e um pouco formal. E o recusou de início, pois seu coração pertencia a outro. Mas tratava-se de um cafajeste, e não demorou muito para que se decepcionasse e passasse a aceitar os cortejos do moço. Era um bom partido, de coração grande e muito honesto, e, com o passar dos anos, ela aprenderia a amá-lo.

A notícia do casamento foi um rebuliço. As mulheres da família protestaram, afinal de contas, o pequeno não poderia casar-se com uma interiorana mais velha. E ainda diziam por aí que ela era metida com macumba! Inaceitável. Mas, Raimundo bateu o pé. Casaram-se no civil numa sexta-feira. Quis levar a noiva no mesmo dia para o barracão que morariam, mas não é que Cenira era religiosa? Teve de esperar para o dia seguinte, depois da benção do padre numa Igreja católica da cidade. E começariam uma longa vida juntos.

Pesarosamente, um pouco antes do nascimento da primeira filha, ele apresentaria os sinais dos primeiros problemas nos olhos. As fotografias mostram a grossura da lente de seus óculos, e a situação apenas piorava. Impedia-o de trabalhar. A fé de sua mulher resultou então numa promessa a Santa Luzia, que seria atendida, o que acabou tornando a primogênita Ana Luzia. Era uma época de dinheiro curto na casa simples, e Cenira havia deixado de trabalhar após o casamento. Não tinham dinheiro suficiente, e do alto do machismo dos anos 50, Raimundo sempre lhe diria: “Mulher minha não trabalha!”. Ninguém saberia dizer se ele algum dia percebeu que ela costurava pra fora, escondida, para garantir que não faltasse comida na mesa.

Apesar da pobreza em que viviam, a honestidade sempre permaneceu ao seu lado. Em uma ocasião, teve de ir ao banco retirar algum dinheiro. Quando já estava no trem, percebeu que o funcionário havia lhe dado duzentos cruzeiros a mais do que o devido. Não titubeou. Desceu do trem e voltou ao banco, para devolver a quantia que não lhe pertencia. O caixa, incrédulo, agradeceu ao senhor, enquanto ele contava as moedas para pegar o trem de volta pra casa.

Com o tempo, outra filha nascia. Ele batalhava para manter a vida e a família, entre enchentes que encharcavam o barraco, o clima de uma ditadura latino-americana e uma dosezinha no fim de semana. E porque não um samba com a nega? Mas logo enciumava e voltava pra casa. Levava a vida. As duas Anas cresciam fortes e determinadas, e se orgulhava de vê-las assim, embora não soubesse como demonstrar. Não era de muitos afetos. Mas pensava que elas talvez chegassem onde ele não tinha chegado. Não enxergava a grande pessoa que era, e como isso era parte delas, também.

Em outra ocasião, estava em um mercado pagando as compras quando o estabelecimento foi assaltado. No pânico, todos os compradores saíram correndo, inclusive ele. Mas não foi longe. Esperou com as sacolas numa farmácia na esquina, e quando tudo se acalmou e os ladrões foram embora, voltou ao mercado. E pagou a soma que devia pelos gêneros comprados.

Não demorou para que viesse a velhice, depois do casamento da primogênita e da mudança de parte da família pra Bahia. Reclamava do corpo. Mas, sabia que era o relógio da vida, e que não há como voltar os ponteiros. A esperança da renovação encheu seu peito ao vir a primeira netinha Sant’Anna. Não queria perder a chance de vê-la crescer,  e não hesitou em mudar-se da cidade maravilhosa para uma pequena cidadezinha no interior da Bahia, calorenta e empoeirada pra estar junto dela. Parece que sabia que o câncer o levaria de volta alguns meses depois.

Vinte e dois anos mais tarde, estaria a netinha junto do túmulo de azulejos azuis, depositando flores. E emocionada com as palavras na lápide:  “Saudades da esposa, das filhas e da neta”.

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Obrigada, vô, por ter me amado tanto. Eu amo você e todas essas lembranças boas que deixou na memória das pessoas que te conheceram.

Será que uma mestranda pode ter um blog, gentem? :D
Vamos ver, vamos ver!
Quando eu acho que já deu pra mim essa coisa de ciências sociais, vem o mundo e me mostra que non! Ele sempre me mostra isso.

Ó, dá uma preguiça de vir aqui contar sobre todas as coisas. A libriana que mora em mim anda cansada da canceriana e de todos os seus planos e sonhos. Que venham logo as realizações, de uma vez. Mas ainda não consegue lidar com a indecisão que é inerente a sua personalidade.

Enquanto isso, vou atirando pra todos os lados, mas ainda não vi nada de muito interessante cair. E assisto o ano passar, as pessoas passarem, as coisas mudarem. E vou me sentindo alguém que tanto se mexe, que não sai do lugar.

Sobre o agora? O agora é só amanhã.

Eu estava disposta, até. Disposta a largar dessa vida ingrata, por enquanto. Mas foi ele quem disse.

- Dentro dos pontos que eu enxergo que uma monografia deveria cumprir, você bateu todos, de longe. É um trabalho muito bem encadeado, a maneira que você abordou os pontos da identidade, a memória, a alimentação e a mercadoria. Escreve muito bem, é objetiva, não tem nada de enrolação na sua monografia.  E isso não foi escrito no Brasil, acredite. Você descobriu um filão de estudo. Deveria permanecer, dá uma dissertação de mestrado linda, tenha certeza. Dá até pra fazer campo lá em Salvador.

Conversa de botas batidas, nada. Bó tentar o mestrado, então. :)

Eu já apresentei pra vocês a minha neguinha? A irmã preta de Hi?

Dendê

 É a Dendê, gente. É uma scottish terrier que come as paredes do meu apartamento, as portas do armário, ataca os pombos, morre por um pedacinho de banana, não pode ver um pedaço de papelão, caça roedores (os hamsters agora moram em prateleiras), nunca se cansa e faz a cara mais linda do mundo quando eu chego do trabalho!

“E eu que nunca fui assim muito de ganhar, junto as mãos ao meu redor e faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz!”

formanda

Depois de longos seis meses, 213545642 textos lidos, 3 fichados, 4 bordoadas no trabalho de campo, várias chateações na faculdade, 2 computadores pifados, 50 brigas com a ASUS, 10 noites dormindo três horas, 13464231354 ataques nervosos, 2856986526 momentos de apatia e 241340215646 horas de desespero completo, NASCEU!

De parto normal, com 93 páginas, taí, pro mundo! Com direito a Carmen Miranda e cinco páginas de bibliografia! Agora é ver se o orientador vai gostar. :)

E a formatura é daqui a quase uma semana, babes. E vai ter Michael Jackson, porque o cara inventou de morrer justo no semestre em que eu me formo. Eu não mereço, mas é isso aí. No final das contas, eu tô topando tudo pelo canudo a essa altura do campeonato! Quem sabe rola até uma dancinha taisante.

Felicidade e realização é isso! E vamos deixar pra pensar no futuro depois da colação!

Como não lembrar do primeiro semestre?

b1É, people, a monografia está me colocando louca e espaços brancos de ilimitados caracteres me dão medinho.
So, see you soon.

Lembro-me da primeira vez que os vi. Andava curiosamente pelas ruas arborizadas, conhecendo aquela nova capital.  Quando avistei o chão pintadinho de flores cor de rosa, tão delicadas,  fiquei encantada. E quando olhei pra cima, para árvore de galhos retorcidos e carregada de tantas flores, foi paixão a primeira vista.

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Desde então, eles estão em todos os lugares. Nas esquinas, colorindo as calçadas e os automóveis que se abrigam em sua sombra. Apesar de sua quantidade,  sempre me causam um sorriso quando cruzam meu caminho. Até nas horas mais improváveis.

É como ele disse:

“Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se em fazer as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal – abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão está prá chegar, com seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o inverno chega, e a sua copa florida é uma despudorada e triunfante exaltação do cio.”(…)”Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês. E diga-lhes que eles tornam o seu mundo mais belo. Eles nem o ouvirão e não responderão. Estão muito ocupados com o tempo de amar, que é tão curto.”

(Rubem Alves)

- As pessoas são repetitivas. E eu também, não me canso de repetir isso. Pra mim esta é uma daquelas verdades da vida, que você não para de constatar em todos os lugares, em todas as pessoas, em todos os momentos. Argh. Isso é chato.

- Orientadores são pessoas más. Aliás, eles podem não ser pessoas más, mas tem diversas atitudes ruins. E você quer dar uma porrada neles, masss, como boa lady que é, se limita a sorrir enquanto ele se desmancha em desculpas.

- No final das contas, as coisas não estão tão horríveis quanto você pensou. E quem sabe você até escreva bem. Hehe.

- Eu sou incapaz de ler coisas por mais de três horas. Isso é crítico. Preciso dar conta daquela pilha de livros pelo menos até o meio de abril pra recuperar todos os prazos que perdi.

- É tão mais fácil deixar as coisas passarem. Você vai vivendo e elas continuam ali, mas o tempo vai passando e colocando uma poeira em cima delas. É só não espanar nada e pronto. O problema é quando vem aquela brisa discreta… eu finjo que não vi. Talvez eu tenha aprendido que alguma coisa estão além do meu alcance. E vou levando.

- Músicas novas, são sempre tão bem vindas. Na verdade, não é que sejam novas, mas você se dispôs a conhecer mais. Billie Holiday, Madeleine Peiroux, Jack Johnson, Little Joy, Paulinho da Viola, Noel Rosa… deixam as coisas mais poéticas, definitivamente. E um pouco perturbadas, também.

Well, summer came along and then it was gone
And so was she, but not from him
Because he followed her just to let her know
Her dreams are dreams
All this living’s so much harder than it seems
But girl, don’t let your dreams be dreams
You know this living’s not so hard as it seems
Don’t let your dreams be dreams
Your dreams be dreams
Be dreams

Dreams be dreams, Jack Johnson

O velhote tarado e a estagiária entram no elevador. Ele apresenta visível interesse pela mocinha, que olha fixamente para um ponto no painel do elevador – tentando evitar a conversa, claro. Mas, não tem jeito.

- Olha, você faz estágio aqui? – pergunta ele, com um sorriso que talvez pretendesse ser sexy.

Não, imbecil, pensa ela. Só estou passeando pelo prédio com um crachá porque pareceu uma idéia divertida. Mas ela se limita a:

- Uhum.

- Ah, que legal! Deve ser muito bom estagiar aqui, não é?

Ele esperava uma resposta, será? Na dúvida, ela respondeu.

- Uhum.

Tentando mais uma vez uma aproximação [Meu Deus, o quarto andar nunca chega!], perguntou:

- E qual curso você faz?!

Ela, com um sorriso de prazer nos lábios, respondeu:

- Sociologia.

E foi a vez dele de responder:

- Uhum.

Fim de papo.

Adouuuuuuuro isso!

General deixa posto no Rio com elogios ao golpe militar de 1964

RAPHAEL GOMIDE
da Folha de S.Paulo, no Rio

Comandante substituído ontem do Comando Militar do Leste, o general Luiz Cesário da Silveira Filho despediu-se do cargo com um discurso exaltando o golpe militar que depôs o presidente João Goulart, em 1964, ao qual classificou de “memorável acontecimento“. (…)

Na presença do comandante do Exército, Enzo Peri, Cesário narrou sua participação na “histórica operação cívico-militar”: “Participei ativamente da revolução democrática de 31 de março de 64, ocupando posição de combate no Vale do Paraíba”. Então cadete do último ano da Academia Militar das Agulhas Negras, Cesário disse ter atuado sob “a incontestável liderança do general-de-brigada Emílio Garrastazu Médici, de patriótica atuação posteriormente na Presidência”.

Com o “memorável” eu não tenho problema, mas alguém por favor me explique a ressignificação de “revolução”, “democracia” e “patriotismo”, por favor. ¬¬

O pior é que um sacana desses ainda vai receber uma polpuda pensão com o dinheiro dos nossos impostos…

Alguns pontos de ônibus depois do meu, uma mocinha morena resolveu pegar o mesmo ônibus. Ela usava um uniforme de escola enquanto tentava achar, atrapalhada, o dinheiro para pagar a passagem. Depois de derrubar algumas canetas no chão, entregou uma nota amassada ao cobrador e girou a roleta – é claro que deixou a bolsa enganchada e teve que fazer uma forcinha a mais.

Eu assisti aquela cena com atenção. Não que menininhas do colegial sejam incomuns, mas aquela menina era… eu. Sim, sim, era dona Taís de uns seis anos atrás, alta, desengonçada e rebelde. Nos pés, ela tinha o par de sandálias de couro parecido, o cabelo enrolado trançado, escutava um reggae qualquer no último volume e piscava insistemente aqueles olhos castanhos enormes. Eu nem percebi o nariz visivelmente mais achatado que o meu. Só fiquei pensando que era eu.

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Aham, eu quase podia vê-la de gorro, metida na Revolta do Buzú ou choramingando por ser piegas. Tá legal que ela não tinha meu bronzeado baiano, mas, insisto, era minha versão brasiliense. Achei engraçado e ri sozinha, enquanto ela me olhava por baixo e devia me achar uma pessoa estranha. Alguns pontos depois, ela desceu do ônibus com seu caminhar desajeitado e eu fiquei lá, sozinha com meus pensamentos.

Foi aí que eu comecei a matutar o que diria a Taís com 15 pra mim, ali, com 21. Tenho certeza de que ela iria fazer aquela cara retorcida de estranheza diante da bolsa de mocinha e os cabelos arrumadinhos, mas ia gostar da sapatilha de zebrinha e da saia, ainda que rosa. Se nós conversássemos, ela ficaria feliz em saber que passou a morar em Brasília, se relaciono melhor com a mãe e tem um namorado muito querido – embora fosse difícil convencê-la que era o moço que ela morria de raiva na época. Consigo ver os olhinhos brilhando ao ouvir falar do curso de Ciências Sociais, da monografia e da inesperada paixão pela culinária. “Mas eu não virei Amélia, né?”, tenho certeza de que perguntaria. “Não”, responderia, “ainda que muitas pessoas te chateiem com isso.”.

Mas a parte mais legal desse encontro seria a contrapartida da Taís de 15. Ao me ver ali no ônibus, chateada por ir pra um estágio sem o menor sentido, ela me questionaria. “Porque você ainda vai? Isso não te faz nem um pouco feliz, menina! Aliás, te faz infeliz. Largue de uma vez, o salário não vale isso!” Eu riria dela, ainda soubesse que tinha razão. E soltaria um vago “Vou ver, prometo”. E a Taís nova ainda se reconheceria ao ver toda a ansiedade que rodeia meu pensamento, comum a nós duas. Caçoaria das pernas que continuavam balançando naquele ritmo ansioso e da mania infeliz de pensar demais sobre o que fazer. Talvez, num rompante mais maduro, repetiria aquilo que sempre disseram as duas: “Às vezes é preciso deixar a vida acontecer no seu próprio ritmo…”. E sim, as duas concordariam que essa era uma das coisas que jamais aprenderam. Mas o mais bonito seria o fato da adolescente reconhecer na jovem um certo semblante de tristeza, talvez um pouco de rabugice. “É da idade, sabe?”. Ela retrucaria, em tom bravo: “Mas ‘taí uma coisa que você jamais devia ter desaprendido: always look on the bright side! E dessa maneira, esse sorriso não deve ser apagado.” E lhe daria o sorriso homônimo, surpreendente sábio, enquanto descesse do ônibus, deixando a sua versão mais velha perdida em pensamentos. E quase perdendo o ponto da Esplanada.

E nesse dia ela foi capaz de reparar as flores que desabrochavam nas calçadas de concreto e as árvores barrigudas pintadinhas de roxo, de tantos brotos! Ficou feliz por ter sobre sua cabeça o céu de cor cinza, prenúncio da chuva que tanto lhe alegrava no planalto central. Agradeceu pelo prazer do ventinho no rosto, do suco que esperava tomar com um amigo naquele dia e pelos desafios que tinha pela frente – que lhe fariam mais sábia e feliz, sim.

E o mau humor foi embora. Coisa engraçada.Algumas das velhas coisas sempre valem o resgate.

Oh, Gódi. Porque ela foi me lembrar? Eu podia muito bem manter minha vida completamente apartada dos problemas de uma formanda. Mas a chegada desse mês torna oficial o meu status, a partir de 16 de março. Eu não posso mais evitar meu orientador, nem as idas a campo (ai, jesus, será que eles ainda me querem), nem a pilha de livros que estão encostadas na estante, nem aprender a fazer pesquisa?

A partir de hoje, sou uma pessoa ainda mais surtada. E dramática realista. Graaaandes emoções me aguardam. As escrita e defesa de monografia e encontros de familiares imísciveis.

God help us. E vocês vão ter que aturar tudinho.

Amar é... não enxergar mensagens machistas nada subliminares.

Amar é... não enxergar mensagens machistas nada subliminares.

Young Woman with a Hangover --- Image by © moodboard/CorbisQuando você acorda às sete e meia da manhã, de graça, pra pensar na vida… bom, as coisas não estão bem. Ainda mais quando esse é o primeiro dia útil do fim do horário de verão. A ansiedade toma conta do seu corpo, e fica por lá, te fazendo enumerar uma lista sem fim de planos que podiam ser o seu futuro. (…) Estudar muito pr’aquele concurso, enquanto faz a monografia e vai pro estágio? Ou larga o estágio, fica dura (desta maneira, abdicando de outros planos que envolvem grana) e estuda pras duas coisas com mais afinco? Ou se forma, tranca a licenciatura e estuda só pra concursos no segundo semestre? Mas aí talvez não dê tempo pr’aquele.  E você anda arrastando um bonde pra largar o estágio, mesmo. Aliás, a que horas você pretende ler todas aquelas coisas da monografia? Sim, porque, sem diploma, sem concurso. E os livros só estão se avolumando nas prateleiras (…)

E você escolhe algum deles? Não.

Abre o notebook e joga The Sims, afinal de contas “é culpa do cerébro que não funciona direito a essa hora”.

¬¬

Cretina.

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Estava Taisinha, de maneira despretensiosa, vagando pela internet e procurando por uma anel de prata. Foi quando se deparou com anéis que pareciam transmitir uma mensagem, assim, um tanto curiosa. Foi pesquisar e:

Os anéis de pureza (também chamado de anéis castidade) foram lançados nos anos 90 pelo americano Christian, um apoiador da abstinência sexual. A partir do momento em que um adolescente decide usar esse anel, ele jura permanecer virgem até casamento religioso. O anel é colocado geralmente na mão esquerda (ele será substituído pela aliança). Há vários tipos de anéis: existe um pequeno de diamante com uma pequena pedra, gravado “True Love Waits” ( “O grande amor espera”) ou “One Life, One Love” ( ” Uma vida, um amor “). Mas muitos cristãos escolhem aqueles que carregam uma pequena cruz (referência a Jesus Cristo).

Fonte: http://deolhos.blogspot.com/2008/10/anel-de-pureza-o-grande-amor-espera-ou.html

Eu podia até dizer um monte de coisas. Mas na verdade, só tenho um comentário pra fazer: no cinto eu até acreditava [por motivos completamente práticos!], mas anel de castidade? Esse não protege nem o dedo!

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