Será que uma mestranda pode ter um blog, gentem? ![]()
Vamos ver, vamos ver!
Quando eu acho que já deu pra mim essa coisa de ciências sociais, vem o mundo e me mostra que non! Ele sempre me mostra isso.
Dezembro 8, 2009
Outubro 29, 2009
Ó, dá uma preguiça de vir aqui contar sobre todas as coisas. A libriana que mora em mim anda cansada da canceriana e de todos os seus planos e sonhos. Que venham logo as realizações, de uma vez. Mas ainda não consegue lidar com a indecisão que é inerente a sua personalidade.
Enquanto isso, vou atirando pra todos os lados, mas ainda não vi nada de muito interessante cair. E assisto o ano passar, as pessoas passarem, as coisas mudarem. E vou me sentindo alguém que tanto se mexe, que não sai do lugar.
Sobre o agora? O agora é só amanhã.
Setembro 18, 2009
Conversa de botas batidas?
Posted by taisando under Brasília, Mestrado, Monografia, Socioantropologia da Alimentação[3] Comments
Eu estava disposta, até. Disposta a largar dessa vida ingrata, por enquanto. Mas foi ele quem disse.
- Dentro dos pontos que eu enxergo que uma monografia deveria cumprir, você bateu todos, de longe. É um trabalho muito bem encadeado, a maneira que você abordou os pontos da identidade, a memória, a alimentação e a mercadoria. Escreve muito bem, é objetiva, não tem nada de enrolação na sua monografia. E isso não foi escrito no Brasil, acredite. Você descobriu um filão de estudo. Deveria permanecer, dá uma dissertação de mestrado linda, tenha certeza. Dá até pra fazer campo lá em Salvador.
Conversa de botas batidas, nada. Bó tentar o mestrado, então.
Setembro 11, 2009
Eu já apresentei pra vocês a minha neguinha? A irmã preta de Hi?

É a Dendê, gente. É uma scottish terrier que come as paredes do meu apartamento, as portas do armário, ataca os pombos, morre por um pedacinho de banana, não pode ver um pedaço de papelão, caça roedores (os hamsters agora moram em prateleiras), nunca se cansa e faz a cara mais linda do mundo quando eu chego do trabalho!
Setembro 1, 2009
“E eu que nunca fui assim muito de ganhar, junto as mãos ao meu redor e faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz!”

Agosto 20, 2009
Nasceu!
Posted by taisando under Brasília, Formatura, Monografia, Novidades, Socioantropologia da Alimentação[5] Comments
Depois de longos seis meses, 213545642 textos lidos, 3 fichados, 4 bordoadas no trabalho de campo, várias chateações na faculdade, 2 computadores pifados, 50 brigas com a ASUS, 10 noites dormindo três horas, 13464231354 ataques nervosos, 2856986526 momentos de apatia e 241340215646 horas de desespero completo, NASCEU!
De parto normal, com 93 páginas, taí, pro mundo! Com direito a Carmen Miranda e cinco páginas de bibliografia! Agora é ver se o orientador vai gostar.
E a formatura é daqui a quase uma semana, babes. E vai ter Michael Jackson, porque o cara inventou de morrer justo no semestre em que eu me formo. Eu não mereço, mas é isso aí. No final das contas, eu tô topando tudo pelo canudo a essa altura do campeonato! Quem sabe rola até uma dancinha taisante.
Felicidade e realização é isso! E vamos deixar pra pensar no futuro depois da colação!
Agosto 12, 2009
Como não lembrar do primeiro semestre?
Abril 27, 2009
What the hell?
Posted by taisando under Uncategorized | Tags: Cotidiano, Formatura, Medo, Monografia |[6] Comments
É, people, a monografia está me colocando louca e espaços brancos de ilimitados caracteres me dão medinho.
So, see you soon.
Abril 6, 2009
Sobre os Ipês que enchem os olhos
Posted by taisando under Uncategorized | Tags: Brasília, Natureza, Poesia |[4] Comments
Lembro-me da primeira vez que os vi. Andava curiosamente pelas ruas arborizadas, conhecendo aquela nova capital. Quando avistei o chão pintadinho de flores cor de rosa, tão delicadas, fiquei encantada. E quando olhei pra cima, para árvore de galhos retorcidos e carregada de tantas flores, foi paixão a primeira vista.

Desde então, eles estão em todos os lugares. Nas esquinas, colorindo as calçadas e os automóveis que se abrigam em sua sombra. Apesar de sua quantidade, sempre me causam um sorriso quando cruzam meu caminho. Até nas horas mais improváveis.
É como ele disse:
“Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se em fazer as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal – abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão está prá chegar, com seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o inverno chega, e a sua copa florida é uma despudorada e triunfante exaltação do cio.”(…)”Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês. E diga-lhes que eles tornam o seu mundo mais belo. Eles nem o ouvirão e não responderão. Estão muito ocupados com o tempo de amar, que é tão curto.”
(Rubem Alves)
Março 26, 2009
Considerações Taisantes
Posted by taisando under Uncategorized | Tags: Cotidiano, Indagas |[3] Comments
- As pessoas são repetitivas. E eu também, não me canso de repetir isso. Pra mim esta é uma daquelas verdades da vida, que você não para de constatar em todos os lugares, em todas as pessoas, em todos os momentos. Argh. Isso é chato.
- Orientadores são pessoas más. Aliás, eles podem não ser pessoas más, mas tem diversas atitudes ruins. E você quer dar uma porrada neles, masss, como boa lady que é, se limita a sorrir enquanto ele se desmancha em desculpas.
- No final das contas, as coisas não estão tão horríveis quanto você pensou. E quem sabe você até escreva bem. Hehe.
- Eu sou incapaz de ler coisas por mais de três horas. Isso é crítico. Preciso dar conta daquela pilha de livros pelo menos até o meio de abril pra recuperar todos os prazos que perdi.
- É tão mais fácil deixar as coisas passarem. Você vai vivendo e elas continuam ali, mas o tempo vai passando e colocando uma poeira em cima delas. É só não espanar nada e pronto. O problema é quando vem aquela brisa discreta… eu finjo que não vi. Talvez eu tenha aprendido que alguma coisa estão além do meu alcance. E vou levando.
- Músicas novas, são sempre tão bem vindas. Na verdade, não é que sejam novas, mas você se dispôs a conhecer mais. Billie Holiday, Madeleine Peiroux, Jack Johnson, Little Joy, Paulinho da Viola, Noel Rosa… deixam as coisas mais poéticas, definitivamente. E um pouco perturbadas, também.
Well, summer came along and then it was gone
And so was she, but not from him
Because he followed her just to let her know
Her dreams are dreams
All this living’s so much harder than it seems
But girl, don’t let your dreams be dreams
You know this living’s not so hard as it seems
Don’t let your dreams be dreams
Your dreams be dreams
Be dreamsDreams be dreams, Jack Johnson
Março 16, 2009
Sobre o prazer de ser uma estudante de Sociologia
Posted by taisando under Uncategorized | Tags: Conversas Infelizes - Fins Felizes, Cotidiano |[6] Comments
O velhote tarado e a estagiária entram no elevador. Ele apresenta visível interesse pela mocinha, que olha fixamente para um ponto no painel do elevador – tentando evitar a conversa, claro. Mas, não tem jeito.
- Olha, você faz estágio aqui? – pergunta ele, com um sorriso que talvez pretendesse ser sexy.
Não, imbecil, pensa ela. Só estou passeando pelo prédio com um crachá porque pareceu uma idéia divertida. Mas ela se limita a:
- Uhum.
- Ah, que legal! Deve ser muito bom estagiar aqui, não é?
Ele esperava uma resposta, será? Na dúvida, ela respondeu.
- Uhum.
Tentando mais uma vez uma aproximação [Meu Deus, o quarto andar nunca chega!], perguntou:
- E qual curso você faz?!
Ela, com um sorriso de prazer nos lábios, respondeu:
- Sociologia.
E foi a vez dele de responder:
- Uhum.
Fim de papo.
Adouuuuuuuro isso!
Março 12, 2009
Cara de pau pouca é bobagem
Posted by taisando under Uncategorized | Tags: Colocações Infelizes |1 Comment
General deixa posto no Rio com elogios ao golpe militar de 1964
RAPHAEL GOMIDE
da Folha de S.Paulo, no RioComandante substituído ontem do Comando Militar do Leste, o general Luiz Cesário da Silveira Filho despediu-se do cargo com um discurso exaltando o golpe militar que depôs o presidente João Goulart, em 1964, ao qual classificou de “memorável acontecimento“. (…)
Na presença do comandante do Exército, Enzo Peri, Cesário narrou sua participação na “histórica operação cívico-militar”: “Participei ativamente da revolução democrática de 31 de março de 64, ocupando posição de combate no Vale do Paraíba”. Então cadete do último ano da Academia Militar das Agulhas Negras, Cesário disse ter atuado sob “a incontestável liderança do general-de-brigada Emílio Garrastazu Médici, de patriótica atuação posteriormente na Presidência”.
Com o “memorável” eu não tenho problema, mas alguém por favor me explique a ressignificação de “revolução”, “democracia” e “patriotismo”, por favor. ¬¬
O pior é que um sacana desses ainda vai receber uma polpuda pensão com o dinheiro dos nossos impostos…
Março 10, 2009
E uma dose de otimismo não faz mal
Posted by taisando under Uncategorized | Tags: Cotidiano |1 Comment
Alguns pontos de ônibus depois do meu, uma mocinha morena resolveu pegar o mesmo ônibus. Ela usava um uniforme de escola enquanto tentava achar, atrapalhada, o dinheiro para pagar a passagem. Depois de derrubar algumas canetas no chão, entregou uma nota amassada ao cobrador e girou a roleta – é claro que deixou a bolsa enganchada e teve que fazer uma forcinha a mais.
Eu assisti aquela cena com atenção. Não que menininhas do colegial sejam incomuns, mas aquela menina era… eu. Sim, sim, era dona Taís de uns seis anos atrás, alta, desengonçada e rebelde. Nos pés, ela tinha o par de sandálias de couro parecido, o cabelo enrolado trançado, escutava um reggae qualquer no último volume e piscava insistemente aqueles olhos castanhos enormes. Eu nem percebi o nariz visivelmente mais achatado que o meu. Só fiquei pensando que era eu.

Aham, eu quase podia vê-la de gorro, metida na Revolta do Buzú ou choramingando por ser piegas. Tá legal que ela não tinha meu bronzeado baiano, mas, insisto, era minha versão brasiliense. Achei engraçado e ri sozinha, enquanto ela me olhava por baixo e devia me achar uma pessoa estranha. Alguns pontos depois, ela desceu do ônibus com seu caminhar desajeitado e eu fiquei lá, sozinha com meus pensamentos.
Foi aí que eu comecei a matutar o que diria a Taís com 15 pra mim, ali, com 21. Tenho certeza de que ela iria fazer aquela cara retorcida de estranheza diante da bolsa de mocinha e os cabelos arrumadinhos, mas ia gostar da sapatilha de zebrinha e da saia, ainda que rosa. Se nós conversássemos, ela ficaria feliz em saber que passou a morar em Brasília, se relaciono melhor com a mãe e tem um namorado muito querido – embora fosse difícil convencê-la que era o moço que ela morria de raiva na época. Consigo ver os olhinhos brilhando ao ouvir falar do curso de Ciências Sociais, da monografia e da inesperada paixão pela culinária. “Mas eu não virei Amélia, né?”, tenho certeza de que perguntaria. “Não”, responderia, “ainda que muitas pessoas te chateiem com isso.”.
Mas a parte mais legal desse encontro seria a contrapartida da Taís de 15. Ao me ver ali no ônibus, chateada por ir pra um estágio sem o menor sentido, ela me questionaria. “Porque você ainda vai? Isso não te faz nem um pouco feliz, menina! Aliás, te faz infeliz. Largue de uma vez, o salário não vale isso!” Eu riria dela, ainda soubesse que tinha razão. E soltaria um vago “Vou ver, prometo”. E a Taís nova ainda se reconheceria ao ver toda a ansiedade que rodeia meu pensamento, comum a nós duas. Caçoaria das pernas que continuavam balançando naquele ritmo ansioso e da mania infeliz de pensar demais sobre o que fazer. Talvez, num rompante mais maduro, repetiria aquilo que sempre disseram as duas: “Às vezes é preciso deixar a vida acontecer no seu próprio ritmo…”. E sim, as duas concordariam que essa era uma das coisas que jamais aprenderam. Mas o mais bonito seria o fato da adolescente reconhecer na jovem um certo semblante de tristeza, talvez um pouco de rabugice. “É da idade, sabe?”. Ela retrucaria, em tom bravo: “Mas ‘taí uma coisa que você jamais devia ter desaprendido: always look on the bright side! E dessa maneira, esse sorriso não deve ser apagado.” E lhe daria o sorriso homônimo, surpreendente sábio, enquanto descesse do ônibus, deixando a sua versão mais velha perdida em pensamentos. E quase perdendo o ponto da Esplanada.
E nesse dia ela foi capaz de reparar as flores que desabrochavam nas calçadas de concreto e as árvores barrigudas pintadinhas de roxo, de tantos brotos! Ficou feliz por ter sobre sua cabeça o céu de cor cinza, prenúncio da chuva que tanto lhe alegrava no planalto central. Agradeceu pelo prazer do ventinho no rosto, do suco que esperava tomar com um amigo naquele dia e pelos desafios que tinha pela frente – que lhe fariam mais sábia e feliz, sim.
E o mau humor foi embora. Coisa engraçada.Algumas das velhas coisas sempre valem o resgate.
Março 3, 2009
E chegou março
Posted by taisando under Cotidiano, Formatura, Monografia | Tags: Cotidiano, Formatura, Monografia |[5] Comments
Oh, Gódi. Porque ela foi me lembrar? Eu podia muito bem manter minha vida completamente apartada dos problemas de uma formanda. Mas a chegada desse mês torna oficial o meu status, a partir de 16 de março. Eu não posso mais evitar meu orientador, nem as idas a campo (ai, jesus, será que eles ainda me querem), nem a pilha de livros que estão encostadas na estante, nem aprender a fazer pesquisa?
A partir de hoje, sou uma pessoa ainda mais surtada. E dramática realista. Graaaandes emoções me aguardam. As escrita e defesa de monografia e encontros de familiares imísciveis.
God help us. E vocês vão ter que aturar tudinho.
Fevereiro 17, 2009
Don’t ever look back
Posted by taisando under Chateações, Indagas, Nostalgias | Tags: Colocações Infelizes, Indagas, Nostalgia |[5] Comments
Fevereiro 16, 2009
Ansiedade numa manhã nublada
Posted by taisando under Cotidiano, Indagas, Medo | Tags: Cotidiano, Indagas, Medo |Leave a Comment
Quando você acorda às sete e meia da manhã, de graça, pra pensar na vida… bom, as coisas não estão bem. Ainda mais quando esse é o primeiro dia útil do fim do horário de verão. A ansiedade toma conta do seu corpo, e fica por lá, te fazendo enumerar uma lista sem fim de planos que podiam ser o seu futuro. (…) Estudar muito pr’aquele concurso, enquanto faz a monografia e vai pro estágio? Ou larga o estágio, fica dura (desta maneira, abdicando de outros planos que envolvem grana) e estuda pras duas coisas com mais afinco? Ou se forma, tranca a licenciatura e estuda só pra concursos no segundo semestre? Mas aí talvez não dê tempo pr’aquele. E você anda arrastando um bonde pra largar o estágio, mesmo. Aliás, a que horas você pretende ler todas aquelas coisas da monografia? Sim, porque, sem diploma, sem concurso. E os livros só estão se avolumando nas prateleiras (…)
E você escolhe algum deles? Não.
Abre o notebook e joga The Sims, afinal de contas “é culpa do cerébro que não funciona direito a essa hora”.
¬¬
Cretina.
Fevereiro 12, 2009
Anel da pureza
Posted by taisando under Comentários politicamente incorretos, Novidades imbecis | Tags: Comentários politicamente incorretos, Novidades imbecis |[5] Comments
Estava Taisinha, de maneira despretensiosa, vagando pela internet e procurando por uma anel de prata. Foi quando se deparou com anéis que pareciam transmitir uma mensagem, assim, um tanto curiosa. Foi pesquisar e:
Os anéis de pureza (também chamado de anéis castidade) foram lançados nos anos 90 pelo americano Christian, um apoiador da abstinência sexual. A partir do momento em que um adolescente decide usar esse anel, ele jura permanecer virgem até casamento religioso. O anel é colocado geralmente na mão esquerda (ele será substituído pela aliança). Há vários tipos de anéis: existe um pequeno de diamante com uma pequena pedra, gravado “True Love Waits” ( “O grande amor espera”) ou “One Life, One Love” ( ” Uma vida, um amor “). Mas muitos cristãos escolhem aqueles que carregam uma pequena cruz (referência a Jesus Cristo).
Fonte: http://deolhos.blogspot.com/2008/10/anel-de-pureza-o-grande-amor-espera-ou.html
Eu podia até dizer um monte de coisas. Mas na verdade, só tenho um comentário pra fazer: no cinto eu até acreditava [por motivos completamente práticos!], mas anel de castidade? Esse não protege nem o dedo!
Janeiro 29, 2009
Considerações taisantes nº 2315889
Posted by taisando under Cotidiano | Tags: Cotidiano |[2] Comments
- Talvez eu esperasse um pouco mais da Alanis. Foi lindo em “Hands Clean”, “Not as we”, “You oughta know” e “Uninvited”. Mas ficou tudo com aquele gostinho de… hum… insosso. I don’t know. Talvez seja a minha mania infeliz de esperar demais das coisas. Mas valeu o dinheiro. [Destaque para o fato da arquibancada estar vazia e o camarote vip lotado. Coisas da Ilha da Fantasia.]
- Às vezes, resgatar velhos vícios não é uma boa idéia. Ainda mais quando estes envolvem jogos nerds e anti-sociais de computador. Não é minha culpa, juro. Eu só tentei ver se o simulador funcionava na minha calculadora gigante no meu notebook. E os 2gb de RAM deram conta. Coisa linda de Deus. Oi? Ah, sim. Como eu ia dizendo, it’s not my fault. Really. E nem é verdade que eu venho pro trabalho ainda mais arrastada por causa do jogo. E que tenho dormido uma da manhã. Men-ti-ra. Os dois pacotes de expansão baixando no torrent? Não faço idéia de como foram parar lá. u.u
- Mania infeliz de pegar um monte de livros na biblioteca e não ler. Lá estão os manuais de pesquisa qualitativa encostados na estante, revoltados. Ah, é que eu nunca consigo controlar minha empolgação nos corredores da BCE. A verdade é que eu ainda acho a biblioteca da UnB ótima – palavra de formanda.
- Sou uma menina verdadeiramente vendida ao capital. Fato. Mas que eu queria ser vendida para um capital maior e mais interessante, isso eu queria!
- 2008, definitivamente, foi o ano de reconhecer as grandes coisas. Estabeleci um relacionamento mais amigável com a minha altura, com a minha bunda, com o meu quadril, e até com o meu pé. Agora, eu topo tudo grande (hehe!). Depois dos óculos, o céu é o limite. E 2009 vem sentindo os resquícios – vide a minha mega bolsa nova.
- Coooooomo os meus olhos podem começar a falhar depois de tantos anos juntos? Tá legal que eu não fui muito legal com eles durante a vida, já li muito no escuro e ficava tentando descolar a bolinha marrom da bolinha branca – sim, eu sou era imbecil. Mas, não é motivo, eu sou só uma jovenzinha de 21 anos. Espero que o oftalmologista diga que é só drama e tempo demais na frente do computador. Porque acabou esse negócio de querer parecer nerd, fazer Sociologia já é o suficiente.
- E é impressionante como passam cinquenta reportagens por dia na televisão relacionadas com a capital baiana. ¬¬ Ainda não estou recuperada o suficiente para não sofrer. E o pior é que daqui pro carnaval só piora – tá, eu nem queria ir mesmo [mantra mode on].
Janeiro 23, 2009
Mais tarde, farei parte da multidão que irá se acotovelar nas arquibancadas de um ginásio local. Um sacrifício pra ver alguém que significou muito aos 16. Que fez parte de um alento muito necessário para uma ansiosa adolescente que tentava compreender as coisas. É. Pode parecer terrivelmente dramático (maldito cd do Camelo), mas é tudo verdade.
A pobre da Alanis nem deve ter idéia disso. A verdade é que pouco me importa que intuitos ela tinha quando compôs suas músicas, o fato é que aquilo tudo me ajudou bastante. E lá estarei eu, feliz e sorridente, tentando ignorar o fato de que ela é antipática e quase todo mundo tem histórias péssimas sobre a última apresentação dela em Brasília. Se ela cantar e eu puder ouvir, já vai valer a graninha do ingresso.
É muito engraçado essa coisa de um cantor/banda fazer parte da sua história. Acho que isso faz parte daquela impressão que a gente tem de que aquelas pessoas tem a capacidade de musicar nossos sentimentos. E dessa época, eu sempre vou lembrar dos Los Hermanos, ou o U2, a Alanis e o Coldplay.
Janeiro 21, 2009
Depois de uma cansativa conexão em Congonhas, – curta pra ver paulistas queridos e longa o suficiente pra deixá-la um trapo – eis a garotinha mais bronzeada do subsolo da biblioteca da Universidade de Brasília. Há.
[o bronzeado é idéia fixa. aturem.]
Sobre as férias? É melhor não comentar. Foram lindas, e ela não quer lembrar disso. Ponto.
A mocinha está aqui, se esforçando pra aturar o trabalho maçante, pra esquecer uma pseudo-gastrite nervosa por ter ido embora e tentando adiantar coisas da monografia. Acreditam que, no fim deste semestre, ela será uma socióloga? Nem ela. Aliás, nem comentem. Ela tende a ficar histérica. Enquanto isso, tenta ocupar a cabeça procurando livros na biblioteca que possam lhe ser úteis, praguejando o orientador e assistindo séries bobas de tevê. Visitando amigos queridos de Brasília, contando dinheirinhos pra tapar o rombo das férias e planejando o carnaval. Porque, depois de três anos no Centro-Oeste (shame on me), ela vai conhecer a Chapada. Graças a cinco diárias caridosas da mamãe.
E daqui a pouco ela aparece de novo.

