b1É, people, a monografia está me colocando louca e espaços brancos de ilimitados caracteres me dão medinho.
So, see you soon.

Lembro-me da primeira vez que os vi. Andava curiosamente pelas ruas arborizadas, conhecendo aquela nova capital.  Quando avistei o chão pintadinho de flores cor de rosa, tão delicadas,  fiquei encantada. E quando olhei pra cima, para árvore de galhos retorcidos e carregada de tantas flores, foi paixão a primeira vista.

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Desde então, eles estão em todos os lugares. Nas esquinas, colorindo as calçadas e os automóveis que se abrigam em sua sombra. Apesar de sua quantidade,  sempre me causam um sorriso quando cruzam meu caminho. Até nas horas mais improváveis.

É como ele disse:

“Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se em fazer as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal – abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão está prá chegar, com seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o inverno chega, e a sua copa florida é uma despudorada e triunfante exaltação do cio.”(…)”Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês. E diga-lhes que eles tornam o seu mundo mais belo. Eles nem o ouvirão e não responderão. Estão muito ocupados com o tempo de amar, que é tão curto.”

(Rubem Alves)

- As pessoas são repetitivas. E eu também, não me canso de repetir isso. Pra mim esta é uma daquelas verdades da vida, que você não para de constatar em todos os lugares, em todas as pessoas, em todos os momentos. Argh. Isso é chato.

- Orientadores são pessoas más. Aliás, eles podem não ser pessoas más, mas tem diversas atitudes ruins. E você quer dar uma porrada neles, masss, como boa lady que é, se limita a sorrir enquanto ele se desmancha em desculpas.

- No final das contas, as coisas não estão tão horríveis quanto você pensou. E quem sabe você até escreva bem. Hehe.

- Eu sou incapaz de ler coisas por mais de três horas. Isso é crítico. Preciso dar conta daquela pilha de livros pelo menos até o meio de abril pra recuperar todos os prazos que perdi.

- É tão mais fácil deixar as coisas passarem. Você vai vivendo e elas continuam ali, mas o tempo vai passando e colocando uma poeira em cima delas. É só não espanar nada e pronto. O problema é quando vem aquela brisa discreta… eu finjo que não vi. Talvez eu tenha aprendido que alguma coisa estão além do meu alcance. E vou levando.

- Músicas novas, são sempre tão bem vindas. Na verdade, não é que sejam novas, mas você se dispôs a conhecer mais. Billie Holiday, Madeleine Peiroux, Jack Johnson, Little Joy, Paulinho da Viola, Noel Rosa… deixam as coisas mais poéticas, definitivamente. E um pouco perturbadas, também.

Well, summer came along and then it was gone
And so was she, but not from him
Because he followed her just to let her know
Her dreams are dreams
All this living’s so much harder than it seems
But girl, don’t let your dreams be dreams
You know this living’s not so hard as it seems
Don’t let your dreams be dreams
Your dreams be dreams
Be dreams

Dreams be dreams, Jack Johnson

O velhote tarado e a estagiária entram no elevador. Ele apresenta visível interesse pela mocinha, que olha fixamente para um ponto no painel do elevador – tentando evitar a conversa, claro. Mas, não tem jeito.

- Olha, você faz estágio aqui? – pergunta ele, com um sorriso que talvez pretendesse ser sexy.

Não, imbecil, pensa ela. Só estou passeando pelo prédio com um crachá porque pareceu uma idéia divertida. Mas ela se limita a:

- Uhum.

- Ah, que legal! Deve ser muito bom estagiar aqui, não é?

Ele esperava uma resposta, será? Na dúvida, ela respondeu.

- Uhum.

Tentando mais uma vez uma aproximação [Meu Deus, o quarto andar nunca chega!], perguntou:

- E qual curso você faz?!

Ela, com um sorriso de prazer nos lábios, respondeu:

- Sociologia.

E foi a vez dele de responder:

- Uhum.

Fim de papo.

Adouuuuuuuro isso!

General deixa posto no Rio com elogios ao golpe militar de 1964

RAPHAEL GOMIDE
da Folha de S.Paulo, no Rio

Comandante substituído ontem do Comando Militar do Leste, o general Luiz Cesário da Silveira Filho despediu-se do cargo com um discurso exaltando o golpe militar que depôs o presidente João Goulart, em 1964, ao qual classificou de “memorável acontecimento“. (…)

Na presença do comandante do Exército, Enzo Peri, Cesário narrou sua participação na “histórica operação cívico-militar”: “Participei ativamente da revolução democrática de 31 de março de 64, ocupando posição de combate no Vale do Paraíba”. Então cadete do último ano da Academia Militar das Agulhas Negras, Cesário disse ter atuado sob “a incontestável liderança do general-de-brigada Emílio Garrastazu Médici, de patriótica atuação posteriormente na Presidência”.

Com o “memorável” eu não tenho problema, mas alguém por favor me explique a ressignificação de “revolução”, “democracia” e “patriotismo”, por favor. ¬¬

O pior é que um sacana desses ainda vai receber uma polpuda pensão com o dinheiro dos nossos impostos…

Alguns pontos de ônibus depois do meu, uma mocinha morena resolveu pegar o mesmo ônibus. Ela usava um uniforme de escola enquanto tentava achar, atrapalhada, o dinheiro para pagar a passagem. Depois de derrubar algumas canetas no chão, entregou uma nota amassada ao cobrador e girou a roleta – é claro que deixou a bolsa enganchada e teve que fazer uma forcinha a mais.

Eu assisti aquela cena com atenção. Não que menininhas do colegial sejam incomuns, mas aquela menina era… eu. Sim, sim, era dona Taís de uns seis anos atrás, alta, desengonçada e rebelde. Nos pés, ela tinha o par de sandálias de couro parecido, o cabelo enrolado trançado, escutava um reggae qualquer no último volume e piscava insistemente aqueles olhos castanhos enormes. Eu nem percebi o nariz visivelmente mais achatado que o meu. Só fiquei pensando que era eu.

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Aham, eu quase podia vê-la de gorro, metida na Revolta do Buzú ou choramingando por ser piegas. Tá legal que ela não tinha meu bronzeado baiano, mas, insisto, era minha versão brasiliense. Achei engraçado e ri sozinha, enquanto ela me olhava por baixo e devia me achar uma pessoa estranha. Alguns pontos depois, ela desceu do ônibus com seu caminhar desajeitado e eu fiquei lá, sozinha com meus pensamentos.

Foi aí que eu comecei a matutar o que diria a Taís com 15 pra mim, ali, com 21. Tenho certeza de que ela iria fazer aquela cara retorcida de estranheza diante da bolsa de mocinha e os cabelos arrumadinhos, mas ia gostar da sapatilha de zebrinha e da saia, ainda que rosa. Se nós conversássemos, ela ficaria feliz em saber que passou a morar em Brasília, se relaciono melhor com a mãe e tem um namorado muito querido – embora fosse difícil convencê-la que era o moço que ela morria de raiva na época. Consigo ver os olhinhos brilhando ao ouvir falar do curso de Ciências Sociais, da monografia e da inesperada paixão pela culinária. “Mas eu não virei Amélia, né?”, tenho certeza de que perguntaria. “Não”, responderia, “ainda que muitas pessoas te chateiem com isso.”.

Mas a parte mais legal desse encontro seria a contrapartida da Taís de 15. Ao me ver ali no ônibus, chateada por ir pra um estágio sem o menor sentido, ela me questionaria. “Porque você ainda vai? Isso não te faz nem um pouco feliz, menina! Aliás, te faz infeliz. Largue de uma vez, o salário não vale isso!” Eu riria dela, ainda soubesse que tinha razão. E soltaria um vago “Vou ver, prometo”. E a Taís nova ainda se reconheceria ao ver toda a ansiedade que rodeia meu pensamento, comum a nós duas. Caçoaria das pernas que continuavam balançando naquele ritmo ansioso e da mania infeliz de pensar demais sobre o que fazer. Talvez, num rompante mais maduro, repetiria aquilo que sempre disseram as duas: “Às vezes é preciso deixar a vida acontecer no seu próprio ritmo…”. E sim, as duas concordariam que essa era uma das coisas que jamais aprenderam. Mas o mais bonito seria o fato da adolescente reconhecer na jovem um certo semblante de tristeza, talvez um pouco de rabugice. “É da idade, sabe?”. Ela retrucaria, em tom bravo: “Mas ‘taí uma coisa que você jamais devia ter desaprendido: always look on the bright side! E dessa maneira, esse sorriso não deve ser apagado.” E lhe daria o sorriso homônimo, surpreendente sábio, enquanto descesse do ônibus, deixando a sua versão mais velha perdida em pensamentos. E quase perdendo o ponto da Esplanada.

E nesse dia ela foi capaz de reparar as flores que desabrochavam nas calçadas de concreto e as árvores barrigudas pintadinhas de roxo, de tantos brotos! Ficou feliz por ter sobre sua cabeça o céu de cor cinza, prenúncio da chuva que tanto lhe alegrava no planalto central. Agradeceu pelo prazer do ventinho no rosto, do suco que esperava tomar com um amigo naquele dia e pelos desafios que tinha pela frente – que lhe fariam mais sábia e feliz, sim.

E o mau humor foi embora. Coisa engraçada.Algumas das velhas coisas sempre valem o resgate.

Oh, Gódi. Porque ela foi me lembrar? Eu podia muito bem manter minha vida completamente apartada dos problemas de uma formanda. Mas a chegada desse mês torna oficial o meu status, a partir de 16 de março. Eu não posso mais evitar meu orientador, nem as idas a campo (ai, jesus, será que eles ainda me querem), nem a pilha de livros que estão encostadas na estante, nem aprender a fazer pesquisa?

A partir de hoje, sou uma pessoa ainda mais surtada. E dramática realista. Graaaandes emoções me aguardam. As escrita e defesa de monografia e encontros de familiares imísciveis.

God help us. E vocês vão ter que aturar tudinho.

Amar é... não enxergar mensagens machistas nada subliminares.

Amar é... não enxergar mensagens machistas nada subliminares.

Young Woman with a Hangover --- Image by © moodboard/CorbisQuando você acorda às sete e meia da manhã, de graça, pra pensar na vida… bom, as coisas não estão bem. Ainda mais quando esse é o primeiro dia útil do fim do horário de verão. A ansiedade toma conta do seu corpo, e fica por lá, te fazendo enumerar uma lista sem fim de planos que podiam ser o seu futuro. (…) Estudar muito pr’aquele concurso, enquanto faz a monografia e vai pro estágio? Ou larga o estágio, fica dura (desta maneira, abdicando de outros planos que envolvem grana) e estuda pras duas coisas com mais afinco? Ou se forma, tranca a licenciatura e estuda só pra concursos no segundo semestre? Mas aí talvez não dê tempo pr’aquele.  E você anda arrastando um bonde pra largar o estágio, mesmo. Aliás, a que horas você pretende ler todas aquelas coisas da monografia? Sim, porque, sem diploma, sem concurso. E os livros só estão se avolumando nas prateleiras (…)

E você escolhe algum deles? Não.

Abre o notebook e joga The Sims, afinal de contas “é culpa do cerébro que não funciona direito a essa hora”.

¬¬

Cretina.

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Estava Taisinha, de maneira despretensiosa, vagando pela internet e procurando por uma anel de prata. Foi quando se deparou com anéis que pareciam transmitir uma mensagem, assim, um tanto curiosa. Foi pesquisar e:

Os anéis de pureza (também chamado de anéis castidade) foram lançados nos anos 90 pelo americano Christian, um apoiador da abstinência sexual. A partir do momento em que um adolescente decide usar esse anel, ele jura permanecer virgem até casamento religioso. O anel é colocado geralmente na mão esquerda (ele será substituído pela aliança). Há vários tipos de anéis: existe um pequeno de diamante com uma pequena pedra, gravado “True Love Waits” ( “O grande amor espera”) ou “One Life, One Love” ( ” Uma vida, um amor “). Mas muitos cristãos escolhem aqueles que carregam uma pequena cruz (referência a Jesus Cristo).

Fonte: http://deolhos.blogspot.com/2008/10/anel-de-pureza-o-grande-amor-espera-ou.html

Eu podia até dizer um monte de coisas. Mas na verdade, só tenho um comentário pra fazer: no cinto eu até acreditava [por motivos completamente práticos!], mas anel de castidade? Esse não protege nem o dedo!

  1. Talvez eu esperasse um pouco mais da Alanis. Foi lindo em “Hands Clean”, “Not as we”, “You oughta know” e “Uninvited”. Mas ficou tudo com aquele gostinho de… hum… insosso. I don’t know. Talvez seja a minha mania infeliz de esperar demais das coisas. Mas valeu o dinheiro. [Destaque para o fato da arquibancada estar vazia e o camarote vip lotado. Coisas da Ilha da Fantasia.]
  2. Às vezes, resgatar velhos vícios não é uma boa idéia. Ainda mais quando estes envolvem jogos nerds e anti-sociais de computador. Não é minha culpa, juro. Eu só tentei ver se o simulador funcionava na minha calculadora gigante no meu notebook. E os 2gb de RAM deram conta. Coisa linda de Deus. Oi? Ah, sim. Como eu ia dizendo, it’s not my fault. Really. E nem é verdade que eu venho pro trabalho ainda mais arrastada por causa do jogo. E que tenho dormido uma da manhã. Men-ti-ra. Os dois pacotes de expansão baixando no torrent? Não faço idéia de como foram parar lá. u.u
  3. Mania infeliz de pegar um monte de livros na biblioteca e não ler. Lá estão os manuais de pesquisa qualitativa encostados na estante, revoltados. Ah, é que eu nunca consigo controlar minha empolgação nos corredores da BCE. A verdade é que eu ainda acho a biblioteca da UnB ótima – palavra de formanda.
  4. Sou uma menina verdadeiramente vendida ao capital. Fato. Mas que eu queria ser vendida para um capital maior e mais interessante,  isso eu queria!
  5. 2008, definitivamente, foi o ano de reconhecer as grandes coisas. Estabeleci um relacionamento mais amigável com a minha altura, com a minha bunda, com o meu quadril, e até com o meu pé. Agora, eu topo tudo grande (hehe!). Depois dos óculos, o céu é o limite. E 2009 vem sentindo os resquícios – vide a minha mega bolsa nova.
  6. Coooooomo os meus olhos podem começar a falhar depois de tantos anos juntos? Tá legal que eu não fui muito legal com eles durante a vida, já li muito no escuro e ficava tentando descolar a bolinha marrom da bolinha branca – sim, eu sou era imbecil. Mas, não é motivo, eu sou só uma jovenzinha de 21 anos. Espero que o oftalmologista diga que é só drama e tempo demais na frente do computador. Porque acabou esse negócio de querer parecer nerd, fazer Sociologia já é o suficiente.
  7. E é impressionante como passam cinquenta reportagens por dia na televisão relacionadas com a capital baiana. ¬¬ Ainda não estou recuperada o suficiente para não sofrer. E o pior é que daqui pro carnaval só piora – tá, eu nem queria ir mesmo [mantra mode on].

Mais tarde, farei parte da multidão que irá se acotovelar nas arquibancadas de um ginásio local. Um sacrifício pra ver alguém que significou muito aos 16. Que fez parte de um alento muito necessário para uma ansiosa adolescente que tentava compreender as coisas. É. Pode parecer terrivelmente dramático (maldito cd do Camelo), mas é tudo verdade.

A pobre da Alanis nem deve ter idéia disso. A verdade é que pouco me importa que intuitos ela tinha quando compôs suas músicas, o fato é que aquilo tudo me ajudou bastante. E lá estarei eu, feliz e sorridente, tentando ignorar o fato de que ela é antipática e quase todo mundo tem histórias péssimas sobre a última apresentação dela em Brasília.  Se ela cantar e eu puder ouvir, já vai valer a graninha do ingresso.

É muito engraçado essa coisa de um cantor/banda fazer parte da sua história. Acho que isso faz parte daquela impressão que a gente tem de que aquelas pessoas tem a capacidade de musicar nossos sentimentos. E dessa época, eu sempre vou lembrar dos Los Hermanos, ou o U2, a Alanis e o Coldplay.

42-16749567Depois de uma cansativa conexão em Congonhas, – curta pra ver paulistas queridos e longa o suficiente pra deixá-la um trapo – eis a garotinha mais bronzeada do subsolo da biblioteca da Universidade de Brasília. Há.

[o bronzeado é idéia fixa. aturem.]

Sobre as férias? É melhor não comentar. Foram lindas, e ela não quer lembrar disso. Ponto.

A mocinha está aqui, se esforçando pra aturar o trabalho maçante, pra  esquecer uma pseudo-gastrite nervosa por ter ido embora e tentando adiantar coisas da monografia. Acreditam que, no fim deste semestre, ela será uma socióloga? Nem ela. Aliás, nem comentem. Ela tende  a ficar histérica. Enquanto isso, tenta ocupar a cabeça procurando livros na biblioteca que possam lhe ser úteis, praguejando o orientador e assistindo séries bobas de tevê. Visitando amigos queridos de Brasília, contando dinheirinhos pra tapar o rombo das férias e planejando o carnaval. Porque, depois de três anos no Centro-Oeste (shame on me), ela vai conhecer a Chapada. Graças a cinco diárias caridosas da mamãe.

E daqui a pouco ela aparece de novo.

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É bem verdade que eu abandonei o blog. Afinal de contas, em dezembro eu estava uma chata de tanta ansiedade, e agora eu estou de férias! E, definitivamente, o blog não é uma prioridade na terra do sol.

Mas não se preocupem, crianças. Eu vou bem, até demais! Nada como umas boas férias na terrinha pra me manter feliz. E eu prometo escrever a partir de semana que vem, quando estarei de volta ao escritório em terras temporariamente úmidas.

Com um pouco de atraso, ficam aqui os desejos de um ano novo feliz! Porque o meu começou muito bem!

:)

E ontem foi de volta aos 16.

How long before you screw it up
How many times do I have to tell you to hurry up
With everything I do for you
The least you can do is keep quiet

Be a good girl
You’ve gotta try a little harder
That simply wasn’t good enough
To make us proud

I’ll live through you
I’ll make you what I never was
If you’re the best, then maybe so am I
Compared to him compared to her
I’m doing this for your own damn good
You’ll make up for what I blew
What’s the problem… why are you crying?

Perfect, Alanis Morissette

Mas os 21 tem os seus trunfos, rapaz.

And what is all comes down to
Is that I haven’t got it all figured out just yet

‘Cause I’ve got one hand in my pocket
And the other one is giving the peace sign

I’m free but I’m focused
I’m green but I’m wise
I’m hard but I’m friendly baby

I’m sad but I’m laughing
I’m brave but I’m chicken shit
I’m sick but I’m pretty baby

And what it all boils down to
Is that no one’s really got it figured out just yet!

Hand in my pocket, Alanis Morissette

Canceriana, quando fica de pilequinho no final de semestre, chora de saudades da mãe.

¬¬

Vamos evitar a vergonha.

É novembro. Eu começo a ficar daquele jeito chato. É impressionante como as pessoas são repetitivas. Faltam quarenta e oito dias pra entrar no avião e rever todo mundo. 30 dias de férias de estágio que vão ser as mais bem aproveitadas do século. E, como sempre, eu mal posso esperar. Agora a ansiedade mora no meu maxilar. Droga, eu tenho que procurar um dentista. E ir mais as aulas de natação. Aos vinte e um anos, sou uma pessoa estressada. Os afazeres acadêmicos vão tocando a campainha. Eu atendo alguns, outros vou deixando fazer fila na porta. Os mais complicados – vão ficar pra minha crise nervosa de fim de semestre. Cansei de tentar fazer tudo direitinho. Algumas coisas pedem uma aluna medíocre e ponto. Eu só tenho dor na consciência às vezes. As pessoas vão me perguntando o que eu vou fazer quando eu me formar. Ser socióloga não é suficiente? Agora parece que os meus pensamentos ecoam e as pessoas vão catando eles na calçada, pra me entregar, cheias de questionamentos. As frutinhas vão me conquistando mais. Talvez eu tenha deixado um pouco das minhas frescuras alimentares. Mas só um pouco, também. São três anos já. Três anos de amor – e de muita paciência. Ninguém nunca te conta a verdade sobre namorar. E quando você descobre, muitas vezes já é tarde. Já está incutida demais pra voltar atrás. A família vai se reunir de novo, entre trancos e barrancos. E a canceriana dormirá feliz. Pelo menos a primeira semana.

Depois da primeira aula prática de direção, você entende o significado da expressão: “O trânsito é uma selva”. E uma selva povoada de bichos malvados. Snif, snif. Eu, canceriana abestalhada que sou, mal dava conta de acertar dirigir, que dirá responder aos impropérios que eram direcionados ao carrinho da auto-escola. Afinal de contas, se tem uma coisa de que eu me lembro daquelas aulas teóricas intermináveis é a tal da direção defensiva, que apesar de ser meio boba, poderia ser útil. E sempre que escutava uma buzina desaforada, respirava fundo e continuava tentando dirigir.

Era isso que eu fazia… até o dia 28/09/2008, às 15:16 (ok, a hora foi inventada). Me marcou, sabe? Escutem leiam a história.

——-

Era uma tarde quente. Estava Taisinha serelepe no Palio vermelho do namorado, indo buscá-lo na saída de um concurso. No dia anterior, o namorado decidira fixar um adesivo estampando a bandeira da Bahia no párabrisa do fundo do carro. E a mocinha nem se lembrava disso, concentrada que estava no trânsito de um domingo de concurso.

Foi então que, no meio do caminho, apareceu uma rotatória (ou queijinho, ou balão, fica de acordo com a vontade do freguês) movimentada. Pacientemente, esperei a minha vez. E quando acreditei que esta havia chegado, lá fui eu. No entanto, o mocinho à minha direita pareceu não concordar com a minha entrada na rotatória. E o pneu dele cantou com a frenada. Certa da minha preferência, segui, terminando a rotatória e seguindo na via. E achei que tinha ficado tudo bem, era só uma bobagem de alguém que não conhecia as leis de trânsito. Mas o Punto atrás de mim não concordou.

Seguindo-me na via em alta velocidade, emparelhou o carro do lado do meu, buzinou e gritou: “Baiana barbeira!!!”

¬¬ Foi então que eu decidi que aqueles anos de resignação tinham chegado ao fim. E um simples palavrão não servia.

Iansã desceu em mim, e com o dedo médio em riste gritei: “Axé pra você, meu rei!!!”

Acelerei e fui me embora. E eu quase pude ver a cara dos animais da selva embasbacados com meu grito de independência. Ahá.

Ando muito chata pra escrever no blog.

:(

Impressionante como o trabalho pode irritar a pessoa. Estou perdendo as esperanças com a possibilidade de ser feliz em um escritório… ainda mais nesse. Adivinha? Estou de novo procurando um novo estágio. Mas, como já sou uma vendida, só saio desse quando arrumar outro. Quem tá afim de uma socióloga esforçada e responsável? – Quando tudo está dando nos nervos, o legal é ter alguma coisa pra se prender. Por isso, ando cozinhando loucamente. Já fiz escondidinho, mac and cheese, bolo de fubá com erva doce e isso só nos últimos três dias. Como não sou a pessoa mais desocupada, isso ocupa o resto do tempo que me sobra. E onde fica o estudo? Sei lá. Ok, mãe, se você leu isso é tudo mentira. Não larguei os estudos pra virar Amélia. Juro! – Ok, ir pra Salvador está se tornando uma necessidade fisiológica. Tudo que eu quero são dias de descanso, conversando, rindo comendo e matando saudades! E praia, ah, meu Deus, praaaaaaaaaaia! Mal posso esperar. E ainda faltam dois meses inteirinhos! – E lá vamos nós a uma excursão antropológica num encontro de Ciências Sociais. Velho, vamos combinar? A gente não presta. Mas eu adoooooooro! – Se vocês não conhecem Mapeamento de Processos, evitem. Total. Quando eu digo total é mantenham um quilômetro de distância! Não sei como fui capaz de um dia eu cogitar a hipótese de trabalhar com Sociologia Organizacional. – Ai, e será que dá dinheiro trabalhar com Segurança Alimentar? Sou o pragmatismo personificado!

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