Ok, eu vou desistir de vir de vestidinho pro trabalho. Fala comigo, filhote, e não com as minhas pernas. – Não, frio, não se vá! Secura à 32ºC não é de Deus! – Não é possível que esse cara do meu trabalho se olhe no espelho e não perceba a semelhança absurda entre sua figura e a de um Oompa Loompa. Eu arriscaria dizer que ele passa até blush cor de laranja para parecer mais. – Talvez eu seja um pouquinho nerd. Só um pouquinho. Mas continuo sendo legal e abraçando todas as causas da vagabundagem! – Porque essa moça chata do trabalho tem essa bolsa tão legal? Eu merecia muito mais do que ela, oras! – Meu gaydar anda fraco, fraco. Eu jurava que ele era do babado! – Não devemos cultivar sonhos distantes. Nã naninanão.  Mas ia ser tãããão cool, mãe! – E porque as únicas pessoas bacanas do departamento tem que ir embora? Me levem com vocês! – Tô íntima do Excel, pessoas. A gente se encontra durante seis horas do meu dia. Íntima até demais. – Porque será que as pessoas da Ciência Política costumam não gostar de mim? – E um dia ainda escrevo um livro sobre “Como ser cafona” inspirado na moda do serviço público. Tem cada pérola.