Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, eu de fato estou adorando todas as leituras da minha monografia. Não tenho nem o que reclamar da escrita dos autores, todos escrevem bem direitinho. Estou lendo: História da Alimentação no Brasil, de Câmara Cascudo, volumes 1 e 2; Sociologias da Alimentação, de Jean-Pierre Poulain; Eating out, de Warde e Martens; Açúcar – uma Sociologia do doce, de Gilberto Freyre; além de um monte de artigos que eu fui achando por aí. Isso porque ainda nem encontrei meu orientador, que é megalomaníaco e deve me passar mais um monte de coisas pra ler.

Só tem um pequenino problema. Eu começo a ler as coisas sobre os alimentos, a alimentação, os símbolos, a cultura alimentar, os pratos, as receitas e adivinha, babes? Fico com fome e morrendo de vontade de comer todas as coisas que eles analisam. Quando rola uma receitinha, como no livro do Freyre, cheio de doces nordestinos sensacionalmente lindos e calóricos, fico com uma vontade doida de fazer na cozinha. Fico imaginando as travessas, os pratos, os banquetes e pronto, já estou completamente fora da análise socioantropológica. E onde deveria estar a minha suposta neutralidade científica? Estou sendo totalmente influenciada pelo meu objeto. ¬¬

I really didn’t see that coming. Nem passou pela minha cabeça quando escolhi o tema. Ou eu resolvo este impasse nesse semestre ou virarei uma bolotinha com um diploma de bacharel de sociologia. o.O’