Mais tarde, farei parte da multidão que irá se acotovelar nas arquibancadas de um ginásio local. Um sacrifício pra ver alguém que significou muito aos 16. Que fez parte de um alento muito necessário para uma ansiosa adolescente que tentava compreender as coisas. É. Pode parecer terrivelmente dramático (maldito cd do Camelo), mas é tudo verdade.

A pobre da Alanis nem deve ter idéia disso. A verdade é que pouco me importa que intuitos ela tinha quando compôs suas músicas, o fato é que aquilo tudo me ajudou bastante. E lá estarei eu, feliz e sorridente, tentando ignorar o fato de que ela é antipática e quase todo mundo tem histórias péssimas sobre a última apresentação dela em Brasília.  Se ela cantar e eu puder ouvir, já vai valer a graninha do ingresso.

É muito engraçado essa coisa de um cantor/banda fazer parte da sua história. Acho que isso faz parte daquela impressão que a gente tem de que aquelas pessoas tem a capacidade de musicar nossos sentimentos. E dessa época, eu sempre vou lembrar dos Los Hermanos, ou o U2, a Alanis e o Coldplay.