Lembro-me da primeira vez que os vi. Andava curiosamente pelas ruas arborizadas, conhecendo aquela nova capital. Quando avistei o chão pintadinho de flores cor de rosa, tão delicadas, fiquei encantada. E quando olhei pra cima, para árvore de galhos retorcidos e carregada de tantas flores, foi paixão a primeira vista.

Desde então, eles estão em todos os lugares. Nas esquinas, colorindo as calçadas e os automóveis que se abrigam em sua sombra. Apesar de sua quantidade, sempre me causam um sorriso quando cruzam meu caminho. Até nas horas mais improváveis.
É como ele disse:
“Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se em fazer as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal – abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o verão está prá chegar, com seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o inverno chega, e a sua copa florida é uma despudorada e triunfante exaltação do cio.”(…)”Corra o risco de ser considerado louco: vá visitar os ipês. E diga-lhes que eles tornam o seu mundo mais belo. Eles nem o ouvirão e não responderão. Estão muito ocupados com o tempo de amar, que é tão curto.”
(Rubem Alves)
Maio 27, 2009 at 2:42 pm
Impossivel nao se apaixonar por uma avenida repleta de ipes! Sao tao convenciiiidos, la de bracos abertos, cabelos ao vento… Mas quem nao se sentiria com tamanho esplendor?
Adorei a citacao!
Abril 18, 2009 at 2:20 pm
Na avenida do meu antigo colégio tem um monte de ipês! Sinto falta de passar por lá (hoje só ando pelos prédios cinzentos da Avenida Paulista)
:*
Abril 17, 2009 at 7:28 pm
Acho lindo!
Lá na faculdade tem… mas virou um ninho enooorme de aranahs e agora eu passo e ignoro o dito cujo.
Abril 13, 2009 at 9:03 pm
Os ipês sempre estiveram ao meu lado, sempre percebi as ruas tingidas de amarelo e roxo, eles sempre alegraram meus dias, me inspiraram, mas só você e a literatura me despertaram para a época que ficam lindos. Mal acostumado com a beleza dos ipês nem notei que se abria todo no inverno.
Marcelo