What the hell?
27 abr 2009 6 Comentários
em Uncategorized Tags:Cotidiano, Formatura, Medo, Monografia
É, people, a monografia está me colocando louca e espaços brancos de ilimitados caracteres me dão medinho.
So, see you soon.
Considerações Taisantes
26 mar 2009 3 Comentários
em Uncategorized Tags:Cotidiano, Indagas
- As pessoas são repetitivas. E eu também, não me canso de repetir isso. Pra mim esta é uma daquelas verdades da vida, que você não para de constatar em todos os lugares, em todas as pessoas, em todos os momentos. Argh. Isso é chato.
- Orientadores são pessoas más. Aliás, eles podem não ser pessoas más, mas tem diversas atitudes ruins. E você quer dar uma porrada neles, masss, como boa lady que é, se limita a sorrir enquanto ele se desmancha em desculpas.
- No final das contas, as coisas não estão tão horríveis quanto você pensou. E quem sabe você até escreva bem. Hehe.
- Eu sou incapaz de ler coisas por mais de três horas. Isso é crítico. Preciso dar conta daquela pilha de livros pelo menos até o meio de abril pra recuperar todos os prazos que perdi.
- É tão mais fácil deixar as coisas passarem. Você vai vivendo e elas continuam ali, mas o tempo vai passando e colocando uma poeira em cima delas. É só não espanar nada e pronto. O problema é quando vem aquela brisa discreta… eu finjo que não vi. Talvez eu tenha aprendido que alguma coisa estão além do meu alcance. E vou levando.
- Músicas novas, são sempre tão bem vindas. Na verdade, não é que sejam novas, mas você se dispôs a conhecer mais. Billie Holiday, Madeleine Peiroux, Jack Johnson, Little Joy, Paulinho da Viola, Noel Rosa… deixam as coisas mais poéticas, definitivamente. E um pouco perturbadas, também.
Well, summer came along and then it was gone
And so was she, but not from him
Because he followed her just to let her know
Her dreams are dreams
All this living’s so much harder than it seems
But girl, don’t let your dreams be dreams
You know this living’s not so hard as it seems
Don’t let your dreams be dreams
Your dreams be dreams
Be dreamsDreams be dreams, Jack Johnson
Sobre o prazer de ser uma estudante de Sociologia
16 mar 2009 6 Comentários
em Uncategorized Tags:Conversas Infelizes - Fins Felizes, Cotidiano
O velhote tarado e a estagiária entram no elevador. Ele apresenta visível interesse pela mocinha, que olha fixamente para um ponto no painel do elevador – tentando evitar a conversa, claro. Mas, não tem jeito.
- Olha, você faz estágio aqui? – pergunta ele, com um sorriso que talvez pretendesse ser sexy.
Não, imbecil, pensa ela. Só estou passeando pelo prédio com um crachá porque pareceu uma idéia divertida. Mas ela se limita a:
- Uhum.
- Ah, que legal! Deve ser muito bom estagiar aqui, não é?
Ele esperava uma resposta, será? Na dúvida, ela respondeu.
- Uhum.
Tentando mais uma vez uma aproximação [Meu Deus, o quarto andar nunca chega!], perguntou:
- E qual curso você faz?!
Ela, com um sorriso de prazer nos lábios, respondeu:
- Sociologia.
E foi a vez dele de responder:
- Uhum.
Fim de papo.
Adouuuuuuuro isso!
E uma dose de otimismo não faz mal
10 mar 2009 2 Comentários
em Uncategorized Tags:Cotidiano
Alguns pontos de ônibus depois do meu, uma mocinha morena resolveu pegar o mesmo ônibus. Ela usava um uniforme de escola enquanto tentava achar, atrapalhada, o dinheiro para pagar a passagem. Depois de derrubar algumas canetas no chão, entregou uma nota amassada ao cobrador e girou a roleta – é claro que deixou a bolsa enganchada e teve que fazer uma forcinha a mais.
Eu assisti aquela cena com atenção. Não que menininhas do colegial sejam incomuns, mas aquela menina era… eu. Sim, sim, era dona Taís de uns seis anos atrás, alta, desengonçada e rebelde. Nos pés, ela tinha o par de sandálias de couro parecido, o cabelo enrolado trançado, escutava um reggae qualquer no último volume e piscava insistemente aqueles olhos castanhos enormes. Eu nem percebi o nariz visivelmente mais achatado que o meu. Só fiquei pensando que era eu.

Aham, eu quase podia vê-la de gorro, metida na Revolta do Buzú ou choramingando por ser piegas. Tá legal que ela não tinha meu bronzeado baiano, mas, insisto, era minha versão brasiliense. Achei engraçado e ri sozinha, enquanto ela me olhava por baixo e devia me achar uma pessoa estranha. Alguns pontos depois, ela desceu do ônibus com seu caminhar desajeitado e eu fiquei lá, sozinha com meus pensamentos.
Foi aí que eu comecei a matutar o que diria a Taís com 15 pra mim, ali, com 21. Tenho certeza de que ela iria fazer aquela cara retorcida de estranheza diante da bolsa de mocinha e os cabelos arrumadinhos, mas ia gostar da sapatilha de zebrinha e da saia, ainda que rosa. Se nós conversássemos, ela ficaria feliz em saber que passou a morar em Brasília, se relaciono melhor com a mãe e tem um namorado muito querido – embora fosse difícil convencê-la que era o moço que ela morria de raiva na época. Consigo ver os olhinhos brilhando ao ouvir falar do curso de Ciências Sociais, da monografia e da inesperada paixão pela culinária. “Mas eu não virei Amélia, né?”, tenho certeza de que perguntaria. “Não”, responderia, “ainda que muitas pessoas te chateiem com isso.”.
Mas a parte mais legal desse encontro seria a contrapartida da Taís de 15. Ao me ver ali no ônibus, chateada por ir pra um estágio sem o menor sentido, ela me questionaria. “Porque você ainda vai? Isso não te faz nem um pouco feliz, menina! Aliás, te faz infeliz. Largue de uma vez, o salário não vale isso!” Eu riria dela, ainda soubesse que tinha razão. E soltaria um vago “Vou ver, prometo”. E a Taís nova ainda se reconheceria ao ver toda a ansiedade que rodeia meu pensamento, comum a nós duas. Caçoaria das pernas que continuavam balançando naquele ritmo ansioso e da mania infeliz de pensar demais sobre o que fazer. Talvez, num rompante mais maduro, repetiria aquilo que sempre disseram as duas: “Às vezes é preciso deixar a vida acontecer no seu próprio ritmo…”. E sim, as duas concordariam que essa era uma das coisas que jamais aprenderam. Mas o mais bonito seria o fato da adolescente reconhecer na jovem um certo semblante de tristeza, talvez um pouco de rabugice. “É da idade, sabe?”. Ela retrucaria, em tom bravo: “Mas ‘taí uma coisa que você jamais devia ter desaprendido: always look on the bright side! E dessa maneira, esse sorriso não deve ser apagado.” E lhe daria o sorriso homônimo, surpreendente sábio, enquanto descesse do ônibus, deixando a sua versão mais velha perdida em pensamentos. E quase perdendo o ponto da Esplanada.
E nesse dia ela foi capaz de reparar as flores que desabrochavam nas calçadas de concreto e as árvores barrigudas pintadinhas de roxo, de tantos brotos! Ficou feliz por ter sobre sua cabeça o céu de cor cinza, prenúncio da chuva que tanto lhe alegrava no planalto central. Agradeceu pelo prazer do ventinho no rosto, do suco que esperava tomar com um amigo naquele dia e pelos desafios que tinha pela frente – que lhe fariam mais sábia e feliz, sim.
E o mau humor foi embora. Coisa engraçada.Algumas das velhas coisas sempre valem o resgate.
E chegou março
03 mar 2009 5 Comentários
em Cotidiano, Formatura, Monografia Tags:Cotidiano, Formatura, Monografia
Oh, Gódi. Porque ela foi me lembrar? Eu podia muito bem manter minha vida completamente apartada dos problemas de uma formanda. Mas a chegada desse mês torna oficial o meu status, a partir de 16 de março. Eu não posso mais evitar meu orientador, nem as idas a campo (ai, jesus, será que eles ainda me querem), nem a pilha de livros que estão encostadas na estante, nem aprender a fazer pesquisa?
A partir de hoje, sou uma pessoa ainda mais surtada. E dramática realista. Graaaandes emoções me aguardam. As escrita e defesa de monografia e encontros de familiares imísciveis.
God help us. E vocês vão ter que aturar tudinho.
Ansiedade numa manhã nublada
16 fev 2009 Deixe um comentário
em Cotidiano, Indagas, Medo Tags:Cotidiano, Indagas, Medo
Quando você acorda às sete e meia da manhã, de graça, pra pensar na vida… bom, as coisas não estão bem. Ainda mais quando esse é o primeiro dia útil do fim do horário de verão. A ansiedade toma conta do seu corpo, e fica por lá, te fazendo enumerar uma lista sem fim de planos que podiam ser o seu futuro. (…) Estudar muito pr’aquele concurso, enquanto faz a monografia e vai pro estágio? Ou larga o estágio, fica dura (desta maneira, abdicando de outros planos que envolvem grana) e estuda pras duas coisas com mais afinco? Ou se forma, tranca a licenciatura e estuda só pra concursos no segundo semestre? Mas aí talvez não dê tempo pr’aquele. E você anda arrastando um bonde pra largar o estágio, mesmo. Aliás, a que horas você pretende ler todas aquelas coisas da monografia? Sim, porque, sem diploma, sem concurso. E os livros só estão se avolumando nas prateleiras (…)
E você escolhe algum deles? Não.
Abre o notebook e joga The Sims, afinal de contas “é culpa do cerébro que não funciona direito a essa hora”.
¬¬
Cretina.
Considerações taisantes nº 2315889
29 jan 2009 2 Comentários
- Talvez eu esperasse um pouco mais da Alanis. Foi lindo em “Hands Clean”, “Not as we”, “You oughta know” e “Uninvited”. Mas ficou tudo com aquele gostinho de… hum… insosso. I don’t know. Talvez seja a minha mania infeliz de esperar demais das coisas. Mas valeu o dinheiro. [Destaque para o fato da arquibancada estar vazia e o camarote vip lotado. Coisas da Ilha da Fantasia.]
- Às vezes, resgatar velhos vícios não é uma boa idéia. Ainda mais quando estes envolvem jogos nerds e anti-sociais de computador. Não é minha culpa, juro. Eu só tentei ver se o simulador funcionava na minha calculadora gigante no meu notebook. E os 2gb de RAM deram conta. Coisa linda de Deus. Oi? Ah, sim. Como eu ia dizendo, it’s not my fault. Really. E nem é verdade que eu venho pro trabalho ainda mais arrastada por causa do jogo. E que tenho dormido uma da manhã. Men-ti-ra. Os dois pacotes de expansão baixando no torrent? Não faço idéia de como foram parar lá. u.u
- Mania infeliz de pegar um monte de livros na biblioteca e não ler. Lá estão os manuais de pesquisa qualitativa encostados na estante, revoltados. Ah, é que eu nunca consigo controlar minha empolgação nos corredores da BCE. A verdade é que eu ainda acho a biblioteca da UnB ótima – palavra de formanda.
- Sou uma menina verdadeiramente vendida ao capital. Fato. Mas que eu queria ser vendida para um capital maior e mais interessante, isso eu queria!
- 2008, definitivamente, foi o ano de reconhecer as grandes coisas. Estabeleci um relacionamento mais amigável com a minha altura, com a minha bunda, com o meu quadril, e até com o meu pé. Agora, eu topo tudo grande (hehe!). Depois dos óculos, o céu é o limite. E 2009 vem sentindo os resquícios – vide a minha mega bolsa nova.
- Coooooomo os meus olhos podem começar a falhar depois de tantos anos juntos? Tá legal que eu não fui muito legal com eles durante a vida, já li muito no escuro e ficava tentando descolar a bolinha marrom da bolinha branca – sim, eu sou era imbecil. Mas, não é motivo, eu sou só uma jovenzinha de 21 anos. Espero que o oftalmologista diga que é só drama e tempo demais na frente do computador. Porque acabou esse negócio de querer parecer nerd, fazer Sociologia já é o suficiente.
- E é impressionante como passam cinquenta reportagens por dia na televisão relacionadas com a capital baiana. ¬¬ Ainda não estou recuperada o suficiente para não sofrer. E o pior é que daqui pro carnaval só piora – tá, eu nem queria ir mesmo [mantra mode on].