Ela é Taís Machado, nascida no Rio, criada em Salvador e moradora de Brasília há dois anos. Canceriana do dia 02/07, vinte e um verões. Incrivelmente, foi aluna do CEFET na Bahia, apesar da falta de intimidade com os cálculos. A despeito dos esforços da mãe e do colégio de exatas, anos mais tarde resolveu enveredar pelo campo das ciências humanas. Queria ser antropóloga e se vestir de Indiana Jones. Estudou na UFBa, no bucólico campus de São Lázaro, e, insatisfeita, partiu para a também bucólica Universidade de Brasília. Deixou de ser apenas antropóloga, e ela e o Jean Pierre Poulain se entitulam sócio-antropólogos. Com a recém-descoberta paixão pela gastronomia, decidiu que vai estudar Sociologia e Antropologia da Alimentação.

Ela namora um computeiro há mais de três anos, mora com mais uma socióloga chata numa kitnet apertada e tem três hamsters – Madalena, Elvis e Negão. Tudo pra suprir a saudade de seu verdadeiro amor, uma poodle histérica de alcunha Highlander, vulga Hi. Ela também espreme uma tentativa de horta em seu diminuto espaço, cozinha como uma louca e promete ter um cachorro em breve. Bom, que ela morre de saudades da Bahia e da família vocês percebem logo, logo. É também apaixonada por realismo fantástico (Garcia Márquez é a sensação), queria ler mais do que é capaz e adora seriados bobos – o que lembra mais uma saudade, a da tv a cabo. Vive uma eterna bad hair life, é frustrada por não usar óculos e não poder parecer intelectual, fala e reclama mais do que deveria. E talvez tenha três filhos, dois cachorros e um gato, mas isso é só pra depois de ficar rica trabalhando com Sociologia.

Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia

A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando

A gente vai levando essa guia!

“vai levando, chico buarque”

2 Respostas to “Taís”

  1. Miguel Diz:

    Taís,
    Gostei dos seus comentários, tb. dessa socioantropologia (apesar de ser antropólogo stricto sensu). Um conselho: da próxima vez confie menos nos seus professores e mais nas leituras de autores consagrados.Com internet, por exemplo, não é difícil conseguir programas de ‘antropologia urbana’ e se orientar nessa nova floresta antropológica. Em se tratando de antropologia, eu pensaria, sobretudo, nos textos etnográficos, qua ainda continua sendo a marca da disciplina.
    Sorte!
    Miguel

  2. Helena Diz:

    Olá….tudo bom?! Sou estudante de Ciências Socias pela Universidade estadual paulista…eu estava no Google vendo as possibilidades de estágio para um Cientista Social e acabei entrando no seu blog por acaso…e me identifiquei com o alguns detalhes de uns dos textos que vc postou, onde fala sobre a sua escolha profissional, a decepção passageira com o curso de Ciências Socias e a grande dúvido ” o que vou ser no final de tudo”. Quando eu decidi cursar Ciências Sociais, não sabia ao certo o que estava fazendo…tinha uma visão superficial do curso, mas foi a única opção com a qual me identifiquei para o Vestibular.Todavia, já estou no segundo semestre do segundo ano do curso e estou totalmente perdida, sem rumo, sem saber se é isso que realmente quero e com medo do futuro profissional…ainda não encontrei um tema com o qual eu possa seguir em frente com uma pesquisa! Não sei se prefiro a Sociologia ou a Antropologia…dispenso a politica!hehe!! Na verdade , a principio, minha vontade é de atuar como sociologa numa empresa de RH…seguir essa area…
    Bom é isso…quem sabe vc pode me aconselhar nessa dúvida…!hehe se puder me manda um e-mail
    Abraço t+

Deixe uma resposta