Random taisante

Quem me conhece sabe da quantidade de músicas toscas variadas que passam pela minha cabeça e, toda hora às vezes, tem que escutar algumas delas, porque eu adoro cantarolar por aí.

Essa é uma lista de hoje.

Quero estar onde o povo está, eu quero ver um homem dançando! E passeando em seus… Como eles chamam? Ah! Pés! (…) Eu quero saber o que eles sabem! Fazer perguntas e ouvir respostas! O que é o fogo?O que é queimar? Será que eu posso ver? Quero saber… Quero morar… Naquele mundo cheio de ar! Quero viveeeerr… Não quero seeeeer… Mais desse maaaaarr!!!! / I swam across, I jumped across for you. Oh, what a thing to do. ‘Cos you were all yellow! I drew a line, I drew a line for you. Oh what a thing to do! And it was all yellow! On the taste of your lips, I’m on a ride. You’re toxic, I’m slipping under! On the taste of your poison, paradise. I’m addicted to you, don’t you know that you’re toxic? / A menina com o pirulito na boca, ela vai descendo até o chão. Mexe, mexe , balança as cadeiras, empina a bundinha vem cá meu tesão! Olha o piu piu ô, pirulitô! Olha o piu, piu, ô mãe, pirulitô! / Não sou nenhum Roberto, mas às vezes chego perto! Não que eu não saiba não… E que tudo é um mistério, o que me fez sorrir me faz tão sério! Não que eu não saiba não! mesmo erro não se repetirá, você verá! / Lua vai, iluminar os pensamentos dela! Fala pra ela que sem ela eu não vivo, viver sem ela é o meu pior castigo. Vai dizer, que se ela for eu vou sentir saudades! Dos velhos tempos que a felicidade reinava em nossos pensamentos, lua! / Essa moça tá diferente, já não me conhece mais! Está pra lá de pra frente, está me passando pra trás. Essa moça tá decidida, a se supermodernizar. Ela só samba escondida, que é pra ninguém reparar! / Tudo de bom que você me fizer, faz minha rima ficar mais rara. O que você faz me ajuda a cantar, põe um sorriso na minha cara! Meu amor, você me dá sorte!

Quem é que precisa de um mp3 player?

Sobre a capacidade de vagar nas aulas

Ela tenta. Chega um pouco atrasada, entra tentando não ser notada, escolhe uma carteira rapidamente e busca o caderno na pasta. Copia o que está escrito no quadro. Olha pro professor. E olha de volta pro caderno.

<inside my head> Putz, que caderninho feio de antropóloga patrocinada pela Caixa Econômica. Ok, foco, foco. Vamos lá, Eurico. Falaí sobre a bendita Sociologia da Religião. Tá, então, os símbolos são um instrumental necessário para a sobrevivência da vida em sociedade. E os símbolos religiosos mantém essa lógica. Hum, legal. E o que mais? Ai, chega de exemplos. Nossa, olha que linda a sapatilha da Melissa dela. De veludo. Ou camurça. Ai, sei lá de quê. Sei que eu queria uma. Mas reles mortais que não tem carro e moram em Brasília não podem alimentar esse tipo de desejo. A não ser que ela seja vermelha. Nham. Aff, esse menino parece um Mico Leão Dourado despenteado. Deus que me livre. Taís, foco, foco! Então, Eurico, voltando. Você ainda tá falando de exemplo? Que capacidade excepcional. Ah, olha, aquela menina da Guiné na minha turma de novo. Coitada, pegando aula com esse professor mais uma vez. Ô, teste de paciência. Sim, professor. Certo, então a idéia iluminista é a de que as religiões progridem onde o conhecimento técnico e científico não conseguem progredir. Aham. E o que mais? Hum… Hum… Um limão, meio limão. Dois limões e meio limão. Era assim mesmo? Ai, amiga, não agüento maissss. É cara de pau demais querer sair já na terceira aula do homem? Sendo que eu só tenho aula duas vezes por semana? Que horror. Hum, certo, então a tarefa da Sociologia da Religião é medir o teor de religião na ação individual. Ó, céus, ainda é essa hora? Pô, relógio, tá de sacanagem. Hum. Vixi, professor, não tinha uma combinação melhor de roupa, não? De que adianta usar Lacoste se você não sabe fazer sobreposições? ¬¬ E ainda tem aula daquele professor depois. E tem que ir pro estágio. E existir até de noite. E ter aula de Sociologia da Administração. Eu queriaaaa que essa fantasia fosse eternaaa… Ôpa, acho que eu tô dançando. Coisa feia. E esse professor não pára de se repetir. E ele vai concluir a aula. E vai ser ótimo! Enfim! Freedom! Pelo menos nos próximos dez minutos! </inside my head>

E que esse último semestre de aulas acabe. Pelamordedêus!

Mart’nália

Uma das descobertas mais gostosas de 2008, sem dúvida, foram as músicas dessa senhorita boêmia. Dona de uma voz rouca, um tom malandro e um gingado vacilante, ela me surpreendeu numa noite despretensiosa na Esplanada, que aconteceu apenas pra agradar ilustres visitantes soteropolitanos.

É claro que eu já tinha escutado as pessoas comentarem sobre ela, mas, admito, achei que fosse só mais uma daquelas modinhas desse povinho cult chato. Mas a moçoila aí do lado que me perdoe. Ela é, de fato, sensação. Canta bem, é dona de músicas ótimas e ainda tem aquele jeitão convidativo de amigo boêmio numa mesa de boteco. É gostoso perceber o prazer do cantor em estar ali fazendo o show, e isso foi visível durante o espetáculo todo. Enquanto bebia latinhas de cerveja da platéia em dois goles, ela emendava sambas e mais sambas animados. E eu, que mal conhecia meia música, virei fã.

E eu não vou mentir: a neguinha dá de dez a zero no veterano pai.

Guacamole no churrasco

Nunca pensei em um abacate no churrasco, mas, com os devidos temperinhos e transformado em guacamole, fica uma delícia! Conheci a mistura na casa de um amigo do namorado, num sábado de churrascos qualquer… Eu já conhecia a guacamole do restaurante mexicano e achava que só servia pra temperar os tacos e quesadillas. Mas, com um pão fresquinho e a carne do churrasco, fica ótima! Dá pra comprar um saquinho de Doritos pra acompanhar também.

Fiz este final de semana pro churrasco de Dia dos Pais, com a receita da Fer:

Guacamole

Ingredientes:

2 abacates médios e maduros (reserve as sementes)

2 tomates picados, sem sementes (pode ser sem pele, também)

1/4 de xícara de salsa e coentro

Suco de 1 limão

Sal e pimenta à gosto

Modo de preparar (pá, pum!)

Retire a polpa dos dois abacates e amasse com um garfo – não deixe a mistura muito lisa, só o suficiente. Depois, misture o resto dos ingredientes. Sirva em seguida, porque com o tempo a mistura escurece. Para que a guacamole não escureça muito rápido, coloque a semente do abacate no meio da guacamole. Isso irá conservá-la por pelo menos quatro horas. Serve umas quatro pessoas, pelo menos, já que é um aperitivo.

Houston, we have a problem

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, eu de fato estou adorando todas as leituras da minha monografia. Não tenho nem o que reclamar da escrita dos autores, todos escrevem bem direitinho. Estou lendo: História da Alimentação no Brasil, de Câmara Cascudo, volumes 1 e 2; Sociologias da Alimentação, de Jean-Pierre Poulain; Eating out, de Warde e Martens; Açúcar – uma Sociologia do doce, de Gilberto Freyre; além de um monte de artigos que eu fui achando por aí. Isso porque ainda nem encontrei meu orientador, que é megalomaníaco e deve me passar mais um monte de coisas pra ler.

Só tem um pequenino problema. Eu começo a ler as coisas sobre os alimentos, a alimentação, os símbolos, a cultura alimentar, os pratos, as receitas e adivinha, babes? Fico com fome e morrendo de vontade de comer todas as coisas que eles analisam. Quando rola uma receitinha, como no livro do Freyre, cheio de doces nordestinos sensacionalmente lindos e calóricos, fico com uma vontade doida de fazer na cozinha. Fico imaginando as travessas, os pratos, os banquetes e pronto, já estou completamente fora da análise socioantropológica. E onde deveria estar a minha suposta neutralidade científica? Estou sendo totalmente influenciada pelo meu objeto. ¬¬

I really didn’t see that coming. Nem passou pela minha cabeça quando escolhi o tema. Ou eu resolvo este impasse nesse semestre ou virarei uma bolotinha com um diploma de bacharel de sociologia. o.O’