Alanis, sim

E ontem foi de volta aos 16.

How long before you screw it up
How many times do I have to tell you to hurry up
With everything I do for you
The least you can do is keep quiet

Be a good girl
You’ve gotta try a little harder
That simply wasn’t good enough
To make us proud

I’ll live through you
I’ll make you what I never was
If you’re the best, then maybe so am I
Compared to him compared to her
I’m doing this for your own damn good
You’ll make up for what I blew
What’s the problem… why are you crying?

Perfect, Alanis Morissette

Mas os 21 tem os seus trunfos, rapaz.

And what is all comes down to
Is that I haven’t got it all figured out just yet

‘Cause I’ve got one hand in my pocket
And the other one is giving the peace sign

I’m free but I’m focused
I’m green but I’m wise
I’m hard but I’m friendly baby

I’m sad but I’m laughing
I’m brave but I’m chicken shit
I’m sick but I’m pretty baby

And what it all boils down to
Is that no one’s really got it figured out just yet!

Hand in my pocket, Alanis Morissette

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Indagas de novembro

É novembro. Eu começo a ficar daquele jeito chato. É impressionante como as pessoas são repetitivas. Faltam quarenta e oito dias pra entrar no avião e rever todo mundo. 30 dias de férias de estágio que vão ser as mais bem aproveitadas do século. E, como sempre, eu mal posso esperar. Agora a ansiedade mora no meu maxilar. Droga, eu tenho que procurar um dentista. E ir mais as aulas de natação. Aos vinte e um anos, sou uma pessoa estressada. Os afazeres acadêmicos vão tocando a campainha. Eu atendo alguns, outros vou deixando fazer fila na porta. Os mais complicados – vão ficar pra minha crise nervosa de fim de semestre. Cansei de tentar fazer tudo direitinho. Algumas coisas pedem uma aluna medíocre e ponto. Eu só tenho dor na consciência às vezes. As pessoas vão me perguntando o que eu vou fazer quando eu me formar. Ser socióloga não é suficiente? Agora parece que os meus pensamentos ecoam e as pessoas vão catando eles na calçada, pra me entregar, cheias de questionamentos. As frutinhas vão me conquistando mais. Talvez eu tenha deixado um pouco das minhas frescuras alimentares. Mas só um pouco, também. São três anos já. Três anos de amor – e de muita paciência. Ninguém nunca te conta a verdade sobre namorar. E quando você descobre, muitas vezes já é tarde. Já está incutida demais pra voltar atrás. A família vai se reunir de novo, entre trancos e barrancos. E a canceriana dormirá feliz. Pelo menos a primeira semana.