Fucking awsome!

E sim, sonhar resulta. E nada como o vídeo mais legal de todos pra dar tom ao momento!

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Perdendo tempo

É estranho pensar que sim, temos mais tempo do que pensamos. Se observarmos o quanto de tempo perdemos atualizando o Facebook e o Gmail, assistindo a tevê para que as horas passem, remoendo raivas e tristezas por aí, bom, o meu dia teria pelo menos cinco horas a mais. Vejamos.

Projeto #lightporranenhuma

Bom, entre os meus mil projetos para esse ano, está uma reeducação alimentar. Não, eu não gosto da palavra dieta. Deixa eu explicar melhor antes de detalhar meu projeto.

Eu adoro cozinhar e comer, isto é um fato. Além de Taís, pode chamar de #crazycooklady. O que eu prezo em uma comida, acima de qualquer coisa, é o gosto. E por isso, não importa exatamente os ingredientes – mas importa a qualidade deles e a execução de quem faz. Ademais, eu não acredito que não gosto de determinada coisa, em específico, mas de que não gosto do modo com o qual foi preparada. Eu, como a Ana Elisa (ídola), acredito na conversão alimentícia das pessoas. Mas também não forço ninguém à nada, se alguém decide que não gosta, não há muito o que fazer a respeito.

Ainda temos o fato de que o mundo, que sempre foi doido, agora tenta me convencer que eu preciso usar 34 pra ser feliz. Em um tempo em que os médicos reduzem cada dia mais a taxa normal de colesterol, pra me forçar a tomar remédios para ser saudável, que os nutricionistas querem me convencer que os alimentos feitos pela indústria são sensacionais para a minha saúde, de maneira completamente desinteressada, e que o meu IMC me coloca em uma grau de obesidade nível 2. Bom, eu acho tudo isso muito ridículo. Me chamem de louca da teoria da conspiração, mas acho que o padrão de saúde do século XXI é uma feliz combinação da indústria alimentícia, de remédios e os profissionais da saúde e da nutrição. Palhaçada.

Bom, ao mesmo tempo, gostar do gosto de comida faz você observar determinadas coisas. Comida industrializada costuma ter gosto ruim. Os sabores artificiais criados não chegam nem a 10% do que seria morango de verdade, banana de verdade, chocolate de verdade. E pra que nenhum sociólogo venha puxar meu pé, não posso esquecer que gosto é gosto. E eu não estou aqui falando que todo mundo tem que gostar do que eu gosto. Mas no dia em que experimentei gelatina feita com suco de fruta, mesmo, registrei que gelatina de caixinha não é pra mim – e incentivo outras pessoas a fazerem o mesmo. No dia em que provei chocolate sem tanto aditivo ou conservante e mais cacau, entendi que chocolate pode ser tão melhor. E aí virou um caminho sem volta pra mim.

Entretanto, a verdade é que é bem mais fácil se deixar levar. Chegar tarde do trabalho e abrir um pacote de biscoito, ou passar no drive-thru do McDonald’s (afinal de contas, a Subway não percebe o nicho de mercado que está perdendo!) ou tomar um suco de caixinha na esperança de que seja melhor que um refrigerante. Ou se recompensar com aquela sobremesa maravilhosa, aquela batatinha frita deliciosa do bar ou aquela massa feita com molho branco e todos os queijos do mundo. E aí, a balança fica naquele vai e vem e você vai deixando simplesmente pra lá.

E aí decidi que ia parar. Que ia seguir o que eu tanto digo que acredito, mas que não executo com a frequência. Que minha alimentação seria, finalmente, tudo que defendo. E, bom, emagrecer vem como consequência de parar com excessos. Mas não é um imperativo ou um objetivo pra que eu fique linda. Eu sou linda. 😉 Eu só quero ser saudável e continuar comendo manteiga, batatinha frita e creme de leite fresco – e sem nada light e nem diet, ou shake, ou pílula, ou anfetamina ou coisa que o valha!

Por isso, para 2013, os princípios da #crazycooklady:

1. Não coma nada que sua avó não reconheceria como comida.

2. Evite comidas contendo ingredientes cujos nomes você não possa pronunciar.

3. Não coma nada que um dia não possa apodrecer.

4. Evite produtos alimentícios que aleguem vantagens para sua saúde.

5. Dispense os corredores centrais dos supermercados e prefira comprar nas prateleiras periféricas.

6. Melhor ainda: compre comida em outros lugares, como feiras livres ou mercadinhos hortifrutis.

7. Pague mais, coma menos.

8. Coma uma variedade maior de alimentos.

9. Prefira produtos provenientes de animais que pastam.

10. Cozinhe e, se puder, plante alguns itens de seu cardápio.

11. Prepare suas refeições e coma apenas à mesa.

12. Coma com ponderação, acompanhado, quando possível, e sempre com prazer.

(POLLAN, Michael. Em defesa da comida. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2008. 272p.)

“Dreamer, you know you are a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
I said dreamer, you’re nothing but a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
I said: “far out- what a day, a year, a life it is!”
You know – well you know you had it comin’ to you
Now there’s not a lot i can do (…)”

As coisas vão se acertando, sim

556654_10151216977585972_897101095_nE cá estou eu querendo escrever, querendo falar, querendo fazer, querendo viver de novo. 2012 foi um ano letárgico, em que mesmo as coisas infinitas que vivi acabaram um pouco embaçadas. Esse ano eu quero comprar uma casa, mudar de emprego, escrever artigos sobre assuntos vários que estão na minha cabeça, dar conta da minha reeducação alimentar, deixar crescer o cabelo, simplificar as coisas. E viver tudo ao máximo. Parece uma coisa besta de ritual de início de ano, mas quando comparo com o início do ano passado, a proposta é completamente diversa.  É como se eu quisesse viver dois anos em um. Mas sem cobrança, o que é fantástico.

A Pollyana boboca que existe em mim tá ligada no máximo. E por mais que eu ache ela besta, estou deixando.

Vâmo que vâmo!

Não esqueça de ser infinito

I guess we are who we are for a lot of reasons. And maybe we’ll never know most of them. But even if we don’t have the power to choose were we come from, we can still choose where we go from there. We can still do things. And we can try to feel okay about them (…) You have to do things. I’m going to do what I want to do. I’m going to be who I really am. And I’m going to figure out what that is. And we could all sit around and wonder and feel bad about each other and blame a lot of people for what they did or didn’t do or what they didn’t know. I don’t know. I guess there could always be someone to blame. It’s just different. Maybe it’s good to put things in perspective, but sometimes, I think that the only perspective is to really be there. Because it’s okay to feel things. I was really there. And that was enough to make me feel infinite. I feel infinite. – Stephen Chbosky – The Perks Of Being A Wallflower 

Tinha tempo que um filme não exercia tanto impacto sobre mim. Esse é o limite da nostalgia e da vida. É isso.

(e Hermione arrasa mega de cabelo curto)

Sobre uma manhã qualquer de 2013

Eu levanto cedo, antes dele, e gosto de vê-lo dormir. Aquele sono fundo, o cabelo enrolado emaranhado no lençol e de vez em quando um ronco – uma cena que sempre tira um sorriso do meu rosto. Sempre enrolo os dedos nos cabelos cacheados dele. Ele me dá um meio sorriso, vira de lado e volta a dormir. Ao colocar os pés fora da cama, tenho que ter cuidado. Uma cadela de pelos profundamente negros estará ao lado da cama, com certeza. Me abaixo e lhe faço um carinho nas orelhas, ao que me responde com um resmungo e uma lambida, e sei que ela também permanecerá lá quando me levantar e vestir o roupão. O dia é frio, e penso que poderei usar minhas queridas pantufas, enquanto tento me lembrar de tudo que tenho que arrumar antes de ir ao trabalho. 

Quando chegar ao corredor, o segundo cachorro sairá debaixo da cama e virá se espreguiçar nos meus pés, abanando o rabo e pedindo um afago. Sento no chão e deixo que se esfregue em mim, enquanto escuto o barulho da chuva nas janelas do apartamento antigo. O cachorro irá me seguir enquanto pego os potes para acondicionar as marmitas, e deitará no pé do fogão enquanto penso em que refeição matinal se aplica à minha dieta. Lá dentro, o despertador tocará pela segunda vez, e logo virá um marido meio amassado para me abraçar.

“Bom dia, linda” – enquanto cheira meu pescoço.

Enquanto ele arruma a geladeira, eu o observo e penso como gosto dessa vida. Da casa e de nossos cachorros, da cozinha espaçosa e das plantas na janela. E nem queimar as bananas que estava fazendo pra acompanhar o cuscuz, ou os cachorros que insistem em implicar um com o outro ou o fato de esquecemos os dois guarda-chuvas no carro me fazem tirar esse sorriso meio besta do rosto.