2012

Ai, 2012. Você foi tão difícil pra mim. Eu fui tão difícil pra você.

Eu achei que estava no controle das coisas. Que janeirofevereiromarçoabrilmaiojunhojulhoagosto e até setembro fossem durar mais. E eles não duraram menos. Eu durei menos. Fiz tão menos coisas. A gente precisa culpar coisas e pessoas. Mas não há culpados. A culpa está em mim e me paralisa. Há tanto tempo.

E quando tudo parece muito pior, eis que eu resolvo me levantar e me propor. As coisas acontecem de um jeito muito engraçado. Tudo anda tão pesado, tão pressionado, tão turvo. E eu dando jeito de andar no meio disso tudo agora, só agora.

Atenção ao dobrar uma esquina
Uma alegria, atenção menina
Você vem, quantos anos você tem?
Atenção, precisa ter olhos firmes
Pra este sol, para esta escuridão
Atenção
Tudo é perigoso
Tudo é divino maravilhoso
Atenção para o refrão
É preciso estar atento e forte
Não temos tempo de temer a morte…

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Considerações Taisantes

– As pessoas são repetitivas. E eu também, não me canso de repetir isso. Pra mim esta é uma daquelas verdades da vida, que você não para de constatar em todos os lugares, em todas as pessoas, em todos os momentos. Argh. Isso é chato.

– Orientadores são pessoas más. Aliás, eles podem não ser pessoas más, mas tem diversas atitudes ruins. E você quer dar uma porrada neles, masss, como boa lady que é, se limita a sorrir enquanto ele se desmancha em desculpas.

– No final das contas, as coisas não estão tão horríveis quanto você pensou. E quem sabe você até escreva bem. Hehe.

– Eu sou incapaz de ler coisas por mais de três horas. Isso é crítico. Preciso dar conta daquela pilha de livros pelo menos até o meio de abril pra recuperar todos os prazos que perdi.

– É tão mais fácil deixar as coisas passarem. Você vai vivendo e elas continuam ali, mas o tempo vai passando e colocando uma poeira em cima delas. É só não espanar nada e pronto. O problema é quando vem aquela brisa discreta… eu finjo que não vi. Talvez eu tenha aprendido que alguma coisa estão além do meu alcance. E vou levando.

– Músicas novas, são sempre tão bem vindas. Na verdade, não é que sejam novas, mas você se dispôs a conhecer mais. Billie Holiday, Madeleine Peiroux, Jack Johnson, Little Joy, Paulinho da Viola, Noel Rosa… deixam as coisas mais poéticas, definitivamente. E um pouco perturbadas, também.

Well, summer came along and then it was gone
And so was she, but not from him
Because he followed her just to let her know
Her dreams are dreams
All this living’s so much harder than it seems
But girl, don’t let your dreams be dreams
You know this living’s not so hard as it seems
Don’t let your dreams be dreams
Your dreams be dreams
Be dreams

Dreams be dreams, Jack Johnson

Ansiedade numa manhã nublada

Young Woman with a Hangover --- Image by © moodboard/CorbisQuando você acorda às sete e meia da manhã, de graça, pra pensar na vida… bom, as coisas não estão bem. Ainda mais quando esse é o primeiro dia útil do fim do horário de verão. A ansiedade toma conta do seu corpo, e fica por lá, te fazendo enumerar uma lista sem fim de planos que podiam ser o seu futuro. (…) Estudar muito pr’aquele concurso, enquanto faz a monografia e vai pro estágio? Ou larga o estágio, fica dura (desta maneira, abdicando de outros planos que envolvem grana) e estuda pras duas coisas com mais afinco? Ou se forma, tranca a licenciatura e estuda só pra concursos no segundo semestre? Mas aí talvez não dê tempo pr’aquele.  E você anda arrastando um bonde pra largar o estágio, mesmo. Aliás, a que horas você pretende ler todas aquelas coisas da monografia? Sim, porque, sem diploma, sem concurso. E os livros só estão se avolumando nas prateleiras (…)

E você escolhe algum deles? Não.

Abre o notebook e joga The Sims, afinal de contas “é culpa do cerébro que não funciona direito a essa hora”.

¬¬

Cretina.